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quarta-feira, 27 de julho de 2011

SARDES DA MORTE E SONOLENCIA AO AVIVAMENTO.

TEXTO: Ap 3:1-6
INTRODUÇÃO:
• Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. De fato a cidade jamais fora derrotada por um confronto direto. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes, e autoconfiantes.
• Mas a cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, e quando seus soldados estavam dormindo, ele penetrou com seus soldados por um buraco na muralha, o único lugar vulnerável, e dominou a cidade. Mais tarde, em 218 a.c., Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. E isso por causa da auto-confiança e falta de vigilância dos seus habitantes. Os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus estava dizendo, quando afirmou: “Sede vigilantes! … senão virei como ladrão de noite”.
• A cidade foi reconstruída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa Cibele. Essa divindade padroeira era creditada com o poder especial de restaurar vida aos mortos. Mas a igreja estava morrendo e só Jesus poderia dar vida aos crentes.

 OLHANDO PARA DENTRO DESTA CARTA CHEGAMOS A 5 CONCLUSÕES:
1) Morta – era formalista e nominalista. Tinha aparência sem essência.
2) Tinha um passado glorioso, história, bom currículo – vivia de sua história.
3) A prosperidade da cidade tornou os cristãos materialistas – era pluralizada.
4) Acomodou-se ao ambiente pagão – era ecumênica
5) Vivia em paz (sem perseguição), mas não tinha poder espiritual.

• Quando João escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de luxúria e prazer. A igreja tornou-se como a cidade. Em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida. A igreja não era nem perigosa nem desajável para a cidade de Sardes.
• É nesse contexto que vemos Jesus enviando esta carta à igreja. Sardes era uma poderosa igreja, dona de um grande nome. Uma igreja que tinha nome e fama, mas não vida. Tinha performance, mas não integridade. Tinha obras, mas não dignidade.
• A esta igreja Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento. Uma atmosfera espiritual sintética substituía o Espírito Santo naquela igreja. Ela substituía a genuína experiência espiritual por algo simulado. A igreja estava caindo num torpor espiritual e precisava de reavivamento.

1. QUANDO QUE A IGREJA PRECISA DE UM AVIVAMENTO?

1) Quando há crentes que só têm o nome no rol da igreja, mas ainda estão mortos espiritualmente, ou seja, ainda não são convertidos – v. 1
• Aos olhos dos observadores parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava morta. Era uma igreja apenas de rótulo, de aparência. A maioria dos seus membros ainda não eram convertidos. O diabo não precisou perseguir essa igreja de fora para dentro, ela já estava sendo derrotada pelos seus próprios pecados.
• A igreja tinha fama, mas não vida. Tinha pompa, mas não Pentecoste. Tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de Deus.
• Sardes era considerada uma Igreja viva. A Igreja estava morta espiritualmente. A palavra "morto" vem do termo grego "nekrov" – nekros, e significa literalmente "defunto", "aquele que deu o último suspiro", "inanimado", "inativo", "inoperante".
2) Quando há crentes que estão no CTI espiritual, em adiantado estado de enfermidade espiritual – v. 2
• Na igreja havia crentes espiritualmente em estado terminal – A maioria dos crentes apenas tinha seus nomes no rol da igreja, mas não no Livro da Vida. Mas havia também crentes doentes, fracos, em fase terminal. O mundanismo adoece a igreja.
3) Quando há crentes que embora estejam em atividade na igreja, levam uma vida sem integridade – v. 2
• Esses crentes têm vida dupla – Suas obras não são íntegras. Eles trabalham, mas apenas sob as luzes da ribalta. Os cultos são solenes, mas sem vida, vazios de sentido.
• Em Sardes os crentes estão falsamente satisfeitos e confiantes; são falsamente ativos, falsamente devotos e falsamente fiéis.
4) Quando há crentes se contaminando abertamente com o mundanismo – v. 4
• A causa da morte da igreja de Sardes era não a perseguição, nem a heresia, mas o mundanismo – Onde reina a morte pelo pecado, não há morte pelo martírio. Por baixo da aparência piedosa daquela respeitável congregação havia impureza escondida na vida de seus membros.
• Viviam uma vida moralmente frouxa – Os crentes não tinham coragem de ser diferentes. Eram como Sansão
• Deus alerta seus filhos para que despertem:
• Ef 5.14, "Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará". Rm 13.11, "E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos".

2. AVIVAMENTO PARA JESUS A SARDES É UM IMPERATIVO.

• Aqui estão cinco imperativos de Jesus para a igreja: 1) Sê vigilante; 2) Fortaleça ou consolida o que resta; 3) Lembre-se; 4) Obedeça; 5) Arrependa-se.
• Podemos sintelizar esses imperativos de Jesus, em três aspectos básicos:

I. UMA VOLTA URGENTE A PALAVRA DE DEUS – v. 3
 O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Palavra de Deus – A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra.
 Uma igreja pode ser reavivada quando ela volta ao passado e lembra os tempos antigos, do seu fervor, do seu entusiasmo, da sua devoção a Jesus.
 Deixemos que a história passada nos desafie no presente a voltarmo-nos para a Palavra de Deus.
 Lembra-te – “presente imperativo” = segue recordando, nunca esqueça de recordar
 Arrepende-te – “aoristo imperativo” = ação completada. Um momento de fazer opção e deixar o mundo para trás, um corte radical com o estilo de vida mundano.
 Guarda-o – “presente imperativo” = Não deixe de guardar o evangelho.
Quando uma igreja experimenta um reavivamento ela passa a ter fome da Palavra. Avivamento não pode ser confundido com liturgia animada, com culto festivo, inovações litúrgicas, obras abundantes, dons carismáticos, milagres extraordinários. O reavivamento é bíblico ou não vem de Deus. (Habacuque).
II. UMA VOLTA A VIGILANCIA ESPIRITUAL – v. 2
 Sardes caiu porque não vigiou – A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou.
 A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado – Fujam de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo.
 Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos e não mortos – Há crentes que estão dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes às coisas de Deus. Não têm apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.
III. UMA VOLTA A SANTIDADE – v. 4
 O torpor espiritual em Sardes não tinha atingido a todos – Ainda havia algumas pessoas que permaneciam fiéis a Cristo. Embora a igreja estivesse cheia, havia apenas uns poucos que eram crentes verdadeiros e que não haviam se contaminado com o mundo. A maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendo obras íntegras diante de Deus.
 As vestes sujas falam de pecado, de impureza, de mundanismo – Obras sem integridade falam de caráter distorcido, de motivações erradas, de ausência de santidade.

3. AS BÊNÇÃOS DO REAVIVAMENTO.

1. SANTIDADE AGORA É GARANTIA DE GLÓRIA NO FUTURO – v. 5
 A maioria dos crentes de Sardes tinha contaminado suas vestiduras. O vencedor receberia vestes brancas, símbolo de festa, pureza, felicidade e vitória. Sem santidade não há salvação. Sem santificação ninguém verá a Deus. Sem vida com Deus aqui, não haverá vida com Deus no céu. Sem santidade na terra não há glória no céu.
2. MINHA VIDA COM DEUS DETERMINA SE ELE ESTA OU ANDANDO COMIGO – v.4
3. O MESMO SENHOR É QUEM SE ENCARREGARÁ DE AVIVAR A OBRA.
1. Jesus conhece o estado da igreja – v. 1
 Ele conhece a nossa vida, nosso passado, nossos atos, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Ele vê tudo e a tudo sonda.
2. Jesus é o dono da igreja – v. 1
 Ele tem as sete estrelas – As estrelas são os anjos das sete igrejas. As estrelas estão nas mãos de Jesus. A igreja pertence a Jesus. Ele controla a igreja. Ele tem autoridade e poder para restaurar a sua igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja. Ele pode levantar a igreja das cinzas. Ele tem tudo em suas mãos. Cristo é o dono da igreja. Ele tem cuidado da igreja. Ele a exorta, consola, cura e restaura.
3. Jesus é quem pode reavivar a igreja por meio do seu Espírito – v. 1
 Jesus tem e oferece a plenitude do Espírito Santo à igreja – O problema da igreja de Sardes era morte espiritual; Cristo é o que tem o Espírito Santo, o único que pode dar vida. A igreja precisa passar por um avivamento ou enfrentará um sepultamento. Somente o sopro do Espírito pode trazer vida para um vale de ossos secos. Jesus é aquele que tem o Espírito e o derrama sobre a sua igreja.

CONCLUSÃO: PRECISAMOS DE AVIVAMENTO QUE CHAME MORTOS A VIDA, QUE DESPERTE DO SONO OS DORMENTES E FORTALEÇA FRACOS.

Um comentário:

  1. Na vida a coisas simples e importantes... Simples como eu e importantes como você meu amigo.

    Amigo você é a frase mais linda que Deus escreveu na pagina da minha vida obrigada pela sua amizade.

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