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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

DIAS DE COISAS EXTRAORDINÁRIAS

TEXTO: At 9.37ª
INTRODUÇÃO:

·      O nome Tabita é a forma Aramaica do vocábulo grego Dorcas. Tabita, em aramaico, e Dorcas, em grego, significavam “corça”, um animal que anda pelas alturas, protegendo o rebanho e estando alerta para adverti-lo dos perigos. Assim era comparada a solicitude daquela mulher: sempre pronta a proteger alguém, do alto de sua alma nobre. Dorcas poderia ser chamada pelos dois nomes, porque a cidade de Jope, onde morava, sendo um porto marítimo era habitada por judeus e gentios. 
·      Não se sabe qual a razão pela qual o escritor sacro apresenta o nome nos dois idiomas. Os dois nomes indicam que esta mulher tinha trânsito em duas culturas. Sua ressurreição é uma das sete da Bíblia, incluindo a de Jesus. As outras foram efetuadas por Elias (1Rs 17.22), Eliseu (2Rs 4.35), Jesus (Mc 5.42, Lc 7.14, Jo 11.44) e Paulo (At 20.10).
·      Dorcas é um modelo não apenas para mulheres, mas para todos os crentes em geral. Dorcas era fervorosa e abnegada, não agia por interesse; renunciava as suas próprias vontades em função de outra pessoa; Para ela, tudo era fácil. Ela não contava o tempo, nem media esforços. Não barganhava com as pessoas, nem com Deus. O que ela tinha não era absolutamente dela e sentia um prazer tremendo em ajudar os outros, em deixar os outros felizes.

v NO VERSO 36 HÁ QUATRO QUALIDADES NA VIDA DE DORCAS:

1)   DORCAS ERA UMA DISCIPULA v. 36. Discípulo quer dizer: O que recebe disciplina ou instrução de outro; O que segue as ideias ou imita os exemplos de outro. Como Igreja necessitamos formar discípulos que irão alimentar a próxima geração, é a única chance de ver algo diferente acontecendo. 
2)   DORCAS GOZAVA DE BOA REPUTAÇÃO v. 36. A versão Revista e Atualizada diz que Tabita "era notável".
a)   Ser notável é ser acima da média.
b)   Ser notável é fazer algo mais do que todos estão fazendo.
c)    Ser notável implica em ser uma pessoa agradável de bom caráter. Tabita era tão notável que o apóstolo Pedro não poderia deixar de atender ao chamado para estar ali em seu sepultamento. Há poucos relatos de ressuscitação na bíblia, portanto, jugo que Tabita era tão notável que sua ótima reputação influenciou até o céu.
3)   DORCAS PRATICAVA BOAS OBRAS v. 36. O ver. 36 na Versão Almeida Revista e Atualizada nos faz menção algo que precisa ser destacado. O texto diz que “ela [Dorcas] era notável pelas boas obras que fazia”. Podemos aprender que Dorcas era conhecida por suas boas obras.  
v As boas obras não salvam (Ef 2. 8) mas devem ser parte da vida de uma alma salva, pois refletimos o caráter de Jesus (Ef 2. 10).
v Dorcas pregava com a agulha. A pregação sem as boas obras é fraca e sem eficácia.    
Como cristãos necessitamos ser despertados para a prática das boas obras, por que elas tocam os céus e podem mudar a história das pessoas.
4)   DORCAS ERA MUITO QUERIDA v. 36. A Palavra de Deus afirma que há pessoas de quem “o mundo não é digno” (Hb 11.38 O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas). Ou seja, gente especial, útil, que dignifica a existência humana.
v Prova disto é que a igreja em Jope decidiu buscar em Deus algo até então inédito: a ressurreição da discípula morta. Inédito porque, desde que Jesus fora para o céu, este milagre ainda não havia acontecido.

v Havia se passado oito anos após o Pentecostes, Lucas escreve o verso 37 como a transição das características de Dorcas para o drama vivido. E o auxiliador de Paulo o discípulo e doutor Lucas diz “E naqueles dias”, quais dias?
a)   Dias que marcaram a conversão, vocação e chamado de Paulo.
b)   Dias de um avivamento poderoso na Judéia, Galiléia e Samaria v.31.
c)    Dias em que os Sinais e Milagres Confirmam o apostolado v.34.
d)   Depois de quase oito anos após o Pentecostes, temos o Apóstolo Pedro visitando vários crentes das partes da Judéia At 9. 32.  “E aconteceu naqueles dias”, O que aconteceu? Dorcas ficou doente, morreu e começaram prepará-la para sepultá-la.

v O verso 39 fala de um legado que deixa saudade. O capítulo 21 do segundo livro de Crônicas apresenta para nós a história de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá. Este monarca foi tão maligno e cruel que morreu sem deixar saudades em ninguém (2Cr 21.20 Jeorão tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. Morreu sem que ninguém o lamentasse, e foi sepultado na cidade de Davi, mas não nos túmulos dos reis.).
ð Em contraste com a história de Jeorão, a vida de Dorcas foi bem diferente.
Ela era discípula, santa e amorosa. Sua morte trouxe profundo pesar à Igreja. Ela era tão querida e estimada que enviaram emissários até o apóstolo Pedro para que viesse urgentemente a Jope.

ð    AQUELES DIAS ERAM DIAS DE COISAS EXTRAORDINÁRIAS.

TRANSIÇÃO: QUAIS AS LIÇÕES DESSES DIAS EXTRAORDINÁRIOS?

1.             NAQUELES DIAS DE COISAS EXTRAORDINÁRIAS, ACONTECEM COISAS RUINS COM GENTE BOA v.37.

v Se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? Essa é, com certeza, a pergunta mais inquietante de toda a Escritura. O que mais nos perturba é ver o sofrimento do inocente. É difícil entender o porquê que o justo, muitas vezes, recebe como pagamento da justiça a injustiça.
v Está em voga hoje a Teologia da Retribuição. É uma teologia que leva o homem a buscar e servir a Deus pela recompensa que pode receber. Também chamada de Teologia da BarganhaPorém Biblicamente:
a)   O Sofrimento tem sua origem no pecado. A enfermidade, a dor, o sofrimento e as demais mazelas que assolam a vida tiveram sua origem no pecado.
ð O pecado contaminou toda humanidade. E, por causa disso, todos nós estamos sujeitos e vulneráveis ao sofrimento. O sofrimento é uma praga que afeta todas as pessoas. Ela não respeita idade, sexo, religião nem status social. O rico sofre, o pobre sofre, o homem sofre, a mulher sofre, a adulto sofre, a criança sofre. O sofrimento é um problema universal.
b)   O Sofrimento “pode ser” provocado pelo diabo por permissão divina. O inimigo de nossas almas é incansável na arte de tentar. Ele está sempre procurando uma brecha em nossas vidas para arruiná-las.
c)    O sofrimento pode ser produzido por nós. Muitos dos nossos sofrimentos são consequências de escolhas incertas. São desdobramentos de atitudes erradas. São consequências de pecados que, embora perdoados, ainda assim geram seus efeitos. Deus anula nossos pecados, mas não as consequências que ele traz.
d)   O sofrimento tem um propósito divino. Rm 8:28 “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Assim, nada em nossa vida acontece por acaso. Todas as coisas que nos sucedem estão debaixo do controle absoluto de Deus. É possível perceber que Deus estava trabalhando nos bastidores para um bem maior.
e)    O sofrimento revela quem realmente nós somos. O sofrimento revela nossa fragilidade e vulnerabilidade. No sofrimento a nossa fé é testada. É exatamente no deserto que colocamos para fora aquilo que está no nosso coração. São exatamente em dias de crise que temos a grande oportunidade de vislumbrar a profundidade do nosso relacionamento com Cristo.

2.             NAQUELES DIAS DE COISAS EXTRAORDINÁRIAS, POSSO ESTAR NO LUGAR DA INTIMIDADE SEM SER ÍNTIMO v.37.

v Onde colocaram Dorcas? Levaram-na para o cenáculo, um lugar semelhante ao lugar onde os apóstolos receberam o Espírito Santo. O cenáculo era um aposento que ficava no piso superior de uma casa. Caracterizava-se por ser um lugar amplo, acima do nível da rua, com pouca mobília. Era usado para festas, reuniões e também para a hospedagem de visitantes.
ð Foi no Cenáculo que Jesus realizou a Páscoa com os discípulos.
ð Foi no Cenáculo que Jesus se revelou aos discípulos após ressuscitar.
ð Foi no Cenáculo que os discípulos se reuniram no cenáculo para juntos orar e esperar a promessa da vinda do Espírito Santo.
ð Foi no Cenáculo que Puseram o corpo de Dorcas depois que morreu.
v Podemos aprender três lições com o cenáculo.
1)   O cenáculo é um aposento elevado. Para ter acesso a ele é necessário subir. Por ficar em um lugar mais alto, quem está lá tem uma visão melhor. Se quisermos maiores experiências com Deus, temos que subir para um nível acima.
2)   O cenáculo é um lugar espaçoso, amplo. Não havia muita coisa para se distrair no cenáculo, a mobília era pouca. Havia bastante espaço para se movimentar. O Espírito Santo que nos encher da Sua presença. Precisamos dar espaço a Ele, ter tempo para Deus, ter espaço em nossa agenda para buscar aquilo que é realmente importante. Ficamos distraídos com tantas coisas e, muitas vezes, nos esquecemos do que realmente é importante: a presença do Senhor.
3)   O cenáculo era um lugar de encontro. Aquele lugar lembrava algo.
·      Lembrava o lugar onde a Igreja nasceu; ali puseram Tabita. Como ninguém subia mais ao cenáculo, levaram o seu caixão para lá.
·      A oração que tremia o lugar havia acabado a misericórdia e o poder já não se manifestavam.
Lição: Se o cenáculo não for mais usado, será transformado em cemitério de esperanças que morreram pela frustração.
ð VOLTE AO CENÁCULO. Aquele lugar de luto voltou a ser lugar de vida; um lugar de festa. Onde Deus está operando, torna-se um lugar bom para viver. Todos querem estar onde o poder de Deus é sentido.

3.             NAQUELES DIAS DE COISAS EXTRAORDINÁRIAS, O EXTRAORDINÁRIO OPERADO EM MIM VISA GLÓRIA PRA DEUS v.39,40, 42.

v Quando Pedro chega no Cenáculo, as viúvas trouxeram os vestidos e túnicas que Dorcas havia feito, Pedro as coloca pra fora do Cenáculo e chama a discípula pelo nome.
LIÇÃO: No Cenáculo Lugar de intimidade o que eu faço, não pode ser maior de quem eu sou. No Lugar da intimidade não há espaço para glórias humanas.
v No Lugar da intimidade tenho que colocar fora o que impede a glória de Deus se revelar, porque todo milagre é feito de porte fechada.

ð Três fatores foram essenciais para que o milagre ocorresse.

a)   O poder da compaixão. (sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la;). Este sentimento fez com que Pedro tomasse uma atitude e assim houve uma reviravolta no episódio.
ð Se Pedro não tivesse se deixado afetar pela dor daquelas viúvas, Tabita teria sido sepultada.
b)   O poder da oração. Por quê? Porque por melhores que sejam nossos desejos, eles não têm o poder de mudar as coisas. Por isso, Pedro precisava orar. Pedro mandou que todos saíssem, porque a compaixão era dele, o sonho era dele e portanto, a luta em oração era dele.
c)    O agir pela fé. Pedro não orou e ficou esperando desconfiado para ver o que iria acontecer. Uma vez convicto de que Deus ouvira sua oração, ele começou a agir, ordenando àquele corpo inerte que se levantasse.
ð O CENÁRIO DA DOR SE TORNARÁ O PALCO DE MILAGRE. Todo cristão por mais caridoso e bom que seja pode ser surpreendido pela dor de uma perda, pode ser assaltado pela angustia. Dorcas de modo inesperado foi assaltada por uma enfermidade que lhe causou a morte.  
ð Desta vez vemos a fé para o milagre, não da pessoa que precisava dele, mas dos que estavam ao seu redor. Precisamos crer para o bem de outros, não só para o nosso próprio bem.

CONCLUSÃO:
v A Igreja adiou o sepultamento da amada discípula Dorcas na esperança da intervenção divina.
O apóstolo Pedro havia pouco tempo antes curado o paralítico Enéas e os devotos cristãos esperavam que ele, através da oração e da fé, restituísse a vida de Dorcas na autoridade do nome de Jesus.
v Neste momento temos toda uma comunidade alegre pela ressurreição de uma discípula. Esta tinha uma marca em sua vida, uma agulha e vestes feitas para a obra do Senhor.
v Cada um tem uma marca. Moisés, uma vara. Sansão uma queixada de jumento, Paulo um lenço, Pedro sua sombra. Mas esta mulher tinha uma agulha. Por mais insignificante que pareça os recursos que temos para servirmos ao Senhor, será de grande serventia.

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

PENTECOSTE E A OBRA MISSIONÁRIA

At 2:1
INTRODUÇÃO:
ð Estatísticas missionárias afirmam que, de cada seis habitantes no mundo, dois são cristãos (católicos, protestantes, ortodoxos e evangélicos), um já ouviu falar de Jesus pelo menos uma vez (mas, ainda não correspondeu), um é muçulmano e dois nunca ouviram falar de Jesus nenhuma vez.
ð Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional sobre a terra.
ð No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo do Rio de Janeiro e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil.
ð Porém o desafio da obra missionária persiste. Existem no mundo 1.700 línguas e dialetos que não têm sequer um versículo bíblico traduzido; mais de 210 milhões de alcoólatras, 110 milhões de homossexuais (gays e lésbicas), 53 milhões que morrem de fome por ano e 140 que morrem por dia devido doenças, violências, guerras, suicídios e etc. A obra da evangelização urbana e missões transcultural é urge com veemência.
·           O livro de atos dos apóstolos ou atos do Espírito Santo cobre um período de mais de 30 anos da história da Igreja.
·           No capítulo 1 e segundo, o doutor, evangelista e historiador Lucas faz uma narrativa que vai do calvário ao arrebatamento da Igreja.
·           Após narrar sobre a vida e morte de Jesus At 1:1, Ele faz uma narrativa sobre a ressurreição de Cristo e logo em seguida sobre a promessa cumprida em pentecoste.
·           No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas: a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. As duas primeiras celebrações foram adotadas pelo cristianismo, porém, a terceira foi relegada ao esquecimento.
·           Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento. Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:
1.    Festa da Colheita ou Sega. Ex 23.16.
2.    Festa das Semanas. A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se dá cinquenta dias depois da Páscoa.
3.    Dia das Primícias dos Frutos. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega Nm 28.26.
ð Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.
4.    Festa de Pentecostes. Cujo significado é cinquenta dias depois (da Páscoa).
ð Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém.

ð Conforme Deuteronômio 16 há 6 características da celebração:
1.        A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);
2.        A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
3.        Era uma festa aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11).
4.        Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
5.        Era uma "Santa Convocação". Ninguém trabalhava (Lv 23.21);
6.        Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida “da semente, da árvore, do fruto, do alimento, da vida”.

Porque a Igreja ainda celebra o pentecostes?
1.    Porque enquanto que a páscoa judaica comemora-se a morte do cordeiro, no Pentecostes cristão, comemora a ressurreição de Jesus dentre os mortos.
2.    No pentecoste se celebrava a entrega da lei, no pentecoste cristão comemora-se a entrega da nova aliança para a Igreja.
3.    No pentecoste judaico o sacerdote apresentava dois pães a Deus, no pentecoste cristão, Deus união judeus e gentios em um só corpo a Igreja.
4.    No pentecoste judaico comemorava-se o cumprimento da promessa. Conforme Dt 26:3 as primeiras palavras que os adoradores do A.T pronunciavam no dia de pentecoste diante do sacerdote eram “Declaro hoje ao Senhor, o seu Deus, que vim para a terra que o Senhor jurou aos nossos antepassados que nos daria”.
ð Obs: “Vim para a terra” ou seja “Declaro que entrei”. É justamente isso que o pentecoste cristão significa: Por meio de Jesus, obtivemos o direito a tudo que a terra prometida prenunciou, posso experimentar a plenitude de todas as coisas boas do céu. Eu entrei.

ð Pregar sobre um texto como esse é uma das tarefas difíceis do pregador. Este texto é policromático, polisemântico. Fôssemos abordar, todos os seus ângulos, vertentes e nuances, levaríamos, quem sabe cinquenta dias...
ð Quero, porém, falar a partir da perspectiva dos paradoxos que se encontram no texto. A palavra paradoxo vem do grego e significa: parecer ou aparentar. O paradoxo não é uma contradição. Na contradição uma coisa nega a outra. No paradoxo, há uma aparente contradição, não, uma real contradição. Jesus usou paradoxos: Mt. 10.39 Quem perde a sua vida por minha causa acha-la-á.

1.             PENTECOSTE É O PARADOXO DO FIM DO COMEÇO E O COMEÇO DO FIM At 2. 17

ð O derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é início e fim.
ü É o fim da antiga aliança e o surgimento de uma nova.
ü É o fim de uma velha era e o início de uma nova.
ü O que era escrito em pedras agora é escrito no coração.
ü O povo de Deus agora já não é uma questão de raça (ser judeu), mas de roça (é a colheita do Espírito Santo que semeia a palavra no coração do homem) .
ð Pedro, ao citar o profeta Joel, deixa claro: o fim já começou há muito tempo.
A compreensão de que o pentecostes marca o tempo do fim e o fim dos tempos, traz para nós duas aplicações.
a)   Somos chamados à vigilância, pois o fim se abrevia, o tempo da nossa partida para chegarmos enfim à nossa Canaã está cada dia mais próximo.
b)   Devemos repreender todo espírito de alvoroço e de confusão daqueles que querem conhecer os tempos e épocas que Deus reservou para si. Com expectativa, mas sem ansiedade; com certeza no coração, mas, sem confusão na mente.

2.             PENTECOSTE É O PARADOXO DO ESPERADO ACONTECENDO INESPERADAMENTE. At 1.4 e At 2:2.

ð Eles esperavam, mas não sabiam quando. Eles tinham a certeza, não a previsão.
ð O Espírito Santo não é companheiro de encontros programados, de horas marcadas anunciadas em cartazes e divulgados em todos os lugares. Ele vem quando não esperamos. E não vem da forma que esperamos. Quem quiser andar com o Espírito tem que estar preparado para surpresas, para o inesperado. 

3.    PENTECOSTE É O PARADOXO DO INCONTROLÁVEL SENDO CONDUZIDO.

ü Quando o Espírito Santo vem ninguém se controla. Mas ele controla a todos. Naquela hora ninguém escolheu nem determinou os seus atos. Mas ninguém estava sem controle. O Espírito Santo controlava a todos. Era conforme o Espírito Santo concedia.
ü Ser cheio do Espírito Santo não é ser como um trem desgovernado ou um avião sem piloto. Ser cheio do Espírito Santo é ser conduzido por ele que na sua soberania faz o que quer quando quer e como quer.

4.             PENTECOSTE É O PARADOXO DO SOBRENATURAL ENCHENDO O NATURAL.

·      A experiência de ser visitado pelo Espírito Santo é a mais fascinante experiência do ser humano. É ser invadido por uma alegria desmedida; é ser tomado por um poder incomparável; é ser seduzido por uma glória irresistível, é ser inundado por uma onda de amor jamais experimentado. É ser transformado para sendo o mesmo nunca mais ser igual. Pedro ainda era Pedro, mas já não era o que foi. O medo deu lugar à coragem.
·      O rude pescador era o grande pregador. O Espírito Santo deu àqueles homens a estatura que não tinham e os projetou a dimensão que nunca sonharam.

CONCLUSÃO: O Pentecostes é um evento único e inrrepetível, como foi o nascimento, morte e ressurreição de Cristo, mas os seus efeitos são permanentes. 

·      Finalmente, podemos crer, que a despeito das nossas limitações. O finito é tomado pelo infinito; que o temporário é tomado pelo que é perene; que o fraco é invadido pelo Todo-poderoso; o tangível pelo intangível; o imanente pelo transcendente; o mortal pelo imortal; o visível pelo invisível; o contaminado pelo incontaminado e que é Santo, Santo, Santo; o pó e a cinza pelo eternamente glorioso e sublime. Podemos crer, que eu, que você, que nós, podemos ser tão cheios do Espírito Santo a ponto de transbordar continuamente como foram os discípulos. Pois Deus não nos dá o Espírito com limitações.

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