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sexta-feira, 10 de abril de 2015

CEDRO - RAÍZES PARA BAIXO, FRUTOS PRA CIMA.

INTRODUÇÃO:
2 Rs 19.30 "Porque o que escapou da casa de Judá e ficou de resto tornará a lançar raízes para baixo e dará fruto para cima". 
Deus fez várias promessas ao rei Ezequias através do ministério do profeta Isaías, uma delas foi a garantia de que o remanescente de Judá, aqueles que haviam escapado das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e de muitos outros, os sobreviventes da Casa de Judá, tornariam a lançar raízes na terra e produziriam novos frutos em cima nos seus ramos.
Raízes para baixo e frutos para cima. Raízes profundas e frutos no topo. Uma associação inquestionável. Inicialmente, é preciso ressaltar que a raiz não depende do fruto, mas o fruto depende diretamente da raiz. Outra observação importante é que a raiz é a parte da planta ou da árvore que permanece oculta, isto é, escondida debaixo do solo. Entretanto, ela é vital para a sustentação das mesmas e imprescindível na produção de bons frutos. Estes, que por sua vez, se elevam para o alto, para o topo, à vista de todos.
Aplicando à vida cristã, devemos considerar que a maior preocupação de todo cristão deve ser com a raiz, haja vista que o fruto é o resultado da raiz. O cristão precisa e pode dar muito fruto, todavia, se ele não der importância à raiz a árvore vai secar e será lançada ao fogo (Mt 7.19). Entendamos de uma vez por todas, é por meio da raiz que a planta se forma, se alimenta, cresce e dá fruto. As raízes se arrastam sob a superfície do solo até os veios d’água e dele se abastecem (Jr 17.8).
A tentação de se preocupar mais com os frutos do que com as raízes é enorme por causa da satisfação pública. Os frutos estão no topo e não na profundidade da terra. É a tendência humana natural zelar pela aparência mais do que por algo que está entranhável nas profundezas da alma.
O cedro do Líbano é uma árvore majestosa que encontramos especialmente nas regiões montanhosas do Líbano, Síria e Turquia. Essa árvore vive centenas de anos, e é considerada um símbolo de força e eternidade. Os fenícios usavam o cedro do Líbano para construir embarcações. Salomão usou cedro do Líbano para construir o templo.
1- PROCESSO DO CRESCIMENTO É LENTO. 
O cedro do Líbano cresce devagar, mas chega a atingir a altura de até 40 metros. Nos primeiros três anos de vida, as raízes crescem até um metro e meio de profundidade, enquanto a planta tem somente cerca de cinco centímetros. Somente a partir do quarto ano é que a árvore começa a crescer.
Nos três primeiros anos o cedro do Líbano possui uma raiz de 1,5m de profundidade, e uma planta comum tem a raiz de cinco centímetros de profundidade. Quantas pessoas entram na Igreja e já querem pregar igual ao pastor? Quantas pessoas entram na igreja e o desejo delas é mostrar trabalho, ao invés de lançar raízes? Hoje temos pessoas preocupadas porque estão percebendo que não tem crescido espiritualmente. Talvez seja porque essas pessoas esperam algo visível, externo, um ministério como o ministério de música. Precisamos aprofundar nossas raízes. E como fazemos isso? Com oração, leitura da Bíblia, com prática das disciplinas espirituais. Quanto mais formos atraídos por Deus mais firmes ficarão nossas raízes, e no tempo certo o crescimento será visível, será externo. As raízes vão ser tão firmes, que não nos importará se vou estar aqui no púlpito aparecendo ou não, o que vai importar é que minhas raízes estão firmadas em Deus.
2- RAÍZES BASTANTE PROFUNDAS. 
O cedro do Líbano suporta muito calor e muito vento, suas raízes não dependem nada da chuva porque suas raízes vão buscar águas nos lençóis freáticos (que é o lugar nas profundezas que tem água potável). Assim deve ser a nossa vida, não podemos ficar dependendo de fatos externos, devemos agir como a música que diz: Eu vivo do que creio e não do que vejo. Temos que suportar as dificuldades que aparecem na nossa vida, e não ficarmos fugindo.
3- ABRAÇANDO AS PEDRAS. 
Tem muitas plantas que quando suas raízes alcançam as pedras, as raízes param de crescer e em alguns casos as plantas chegam até a morrer. Já no caso do cedro do Líbano quando suas raízes encontram as pedras, ao invés delas pararem de crescer elas dão um verdadeiro abraço nas pedras e continuam crescendo. E quanto mais as raízes abraçam a rocha, mais as raízes vão ficando firmes. Assim é a vida dos justos, não para de crescer, pode vir a pedra, pode vir o que for, qualquer empecilho, o justo vai sempre crescer, mesmo que as pessoas não estejam enxergando.
“Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.”

Pr. Nilton Jorge 
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