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segunda-feira, 30 de março de 2015

O DEUS DE LEGADOS

O LIVRO DOS JUÍZES


O Título do livro, JUÍZES


Refere-se aos lideres políticos e militares que usados por Deus livraram Israel do domínio militar de seus inimigos. Seis juízes ganham mais detalhes sobre o que fizeram (Otniel, Eude, Débora e Baraque, Gideão e Abimeleque e Sansão. Destes, apenas Débora realiza realmente a função de um juiz. A palavra hebraica traduzida por JUIZ, melhor traduzida seria LÍDER.



Autoria



Não existem muitas evidencias interna sobre sua autoria. Alguns comentaristas sugerem Samuel. Com certeza o autor deve ter vivido no inicio do reinado de David. Existe uma ênfase na discussão sobre de qual tribo deveria vir o rei de Israel. Os eventos inseridos no livro depõem contra a tribo de Benjamin.


Período histórico

 As narrativas do livro compreendem um período de cerca de 350 anos que vai desde a morte de Josué (1400 a.C.)até a instalação da primeira monarquia em Israel(1050 a.C.).




Focos do livro




O autor acentua um fato primordial – A decadência espiritual pós conquista de Canaã. O povo afastou-se de Deus, apostatou. A geração pós Josué não ouviu a respeito dos atos de Deus (2.10). Por causa disto desobedeceram a Deus e entraram em um ciclo vicioso – Desobediência, castigo, pedido de socorro, Deus intervém, libertação, volta ao ciclo.
Ao mesmo tempo por duas vezes registra algo muito triste – 17.6 e 21.25, o povo não obedecia a Deus e por isso sofria as conseqüências das próprias decisões.



DEUS NO LIVRO DE JUÍZES


O autor acentua. “O Deus da aliança” que cumpre sua aliança com o povo, mas disciplina o pecado.

Também o livro aponta para um traço amoroso de Deus – O Deus libertador, que envia sempre um libertador para o seu povo, prenunciando a vinda de Cristo, que numa morte violente libertaria as pessoas do domínio do pecado.



http://www.ibmorumbi.com.br/descobertas/imagens/juizes.gif

DEUS EM JUÍZES – DEUS LIBERTADOR, DISCIPLINADOR E GRACIOSO, FIEL A ELE MESMO E À ALIANÇA FEITA COM OS PAIS DE ISRAEL

A QUESTÃO DA GUERRA NA CONQUISTA DA TERRA PROMETIDA
A QUESTÃO DAS GUERRAS ORDENADAS POR DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
(Não as Guerras Santas, mas as Guerras de Deus)
( Deuteronômio 20.16-17; Deuteronômio 7.1-10; Números 25.1-6; Levítico 18; Genesis 15.16
  1. O termo Guerra Santa não existe nem no AT nem no NT
  2. Ao ordenar que os Israelitas matassem os cananitas, Deus estava julgando os cananitas por causa da imoralidade e violência deles. (cf. Genesis 15.16).
  3. Deus deu o tempo suficiente para os cananitas se arrependerem, mas o dia do julgamento chegou. (Deuteronômio 7.10 cf. Genesis 15.16)
  4. Deus não queria que o seu povo fosse contaminado pelas práticas imorais e violentas dos cananitas. (Deuteronômio 7.1-10). Ao mesmo tempo, a imoralidade daquele povo havia chegado ao limite (cf. Genesis 15.16). Desta forma, guerrear e matar os cananitas expressam o julgamento determinado por Deus a fim de punir aquele povo bem como para demonstrar sua santidade e exercer sua justiça.
  5. As guerras que Deus ordenou foi o meio escolhido por Deus para preservar a vida espiritual do seu povo (cf. Números 25. 1-2). Deus é soberano para escolher como agir.
  6. Nem o Jihad nem as chamadas Cruzadas Protestantes expressam a vontade Deus para nossa época. Nem uma nem outra existe porque quer zelar pela santidade de Deus ou punir a violência ou a imoralidade que são contra a vontade de Deus. A Jihade tenta estabelecer um reino que não é o Reino de Deus e as Cruzadas representaram muito mais um poder político do que uma ação aprovada ou motivada pelo amor a Deus. Tanto uma como a outra ilustram aquilo que Deus condenou entre os cananitas: violência e imoralidade.
  7. Nas guerras ordenadas por Deus no Antigo Testamento, não havia um senso de mártir na vida dos soldados, como existe no Jihad. No Jihad, é o homem quem luta, o morrer é martírio e ato heróico e o consolo vem na vida após a morte. Nas guerras do Antigo Testamento, quando um soldado morria, isto era sinal que Deus não estava com o exército. (cf. Salmo 44)
  8. Deus nunca planejou que Israel se tornasse um pais guerreiro, como era a cultura dos outros povos. Pelo contrário, em vez de Israel lutar, era Deus que estava com eles. Assim, não importava o tamanho do exercito do inimigo, que em geral era superior. Mas, por Deus estar com eles, eles seriam vitoriosos (cf. Deuteronômio 20.1)
  9. Deus é um Deus de amor e justiça – Se fosse apenas justo, não teria dado tempo para povo cananita arrepender-se. (cf. Genesis 15.16) Se fosse apenas amor, sua santidade não seria vista e a injustiça, a violência e a imoralidade campeariam sem medida.
  10. O Deus de amor e de justiça é visto inteiramente em Jesus Cristo. Deus manda seu filho até a Cruz. Como entender um Deus amoroso que deixa seu filho ser crucificado? Como entender um Deus justo que deixa a violência, imoralidade e impiedade seguir livre? Em Cristo, o ímpio, o imoral e o violento encontram perdão e recomeço de vida Fora de Cristo, o ímpio, o imoral e o violento esta destinado à perdição eterna.

INTRODUÇÃO

Antes de criar o homem à sua imagem e semelhança, Deus criou o mundo e o Jardim do Éden, o local adequado para ele colocar a coroa da criação, que é o homem e a mulher. Mas, o homem pecou, desobedeceu a Deus. A queda do homem afetou toda a humanidade e o pecado passando de pai para filho estragou a beleza interior do homem e do mundo. Deus resolveu destruir o mundo e enviou o dilúvio.

Depois do dilúvio, resolveu criar um povo com o intuito de através da relação com este povo demonstrar seu amor para com o homem. Assim, veio a época dos Patriarcas. Deus fez uma promessa a Abraão, uma aliança que dele (Abraão) brotaria uma grande descendência, maior que as estrela do céu. A promessa foi feita e ratificada a Isaque, filho de Abraão, e a Jacó, filho de Isaque. Dos filhos de Jacó vieram as 12 tribos que formavam a nação Israel. Os descendentes foram feitos escravos no Egito. Depois de 400 anos o povo clamou a Deus e Deus enviou um libertador, Moisés. Veio a fase da escravidão, da libertação e da conquista da terra que Deus havia prometido que daria à descendência de Abraão. Depois, então, da fase da escravidão, libertação e conquista, A FASE DOS JUÍZES.

DEUS É UM DEUS DE JUSTIÇA E DE AMOR. Ele sempre será assim. No livro de Juízes, no entanto, mais um detalhe é ressaltado. O Deus libertador. Deus liberta o seu povo do domínio do pecado deles mesmos e do domínio dos poderes pecadores. O povo cai em um ciclo vicioso, mas Deus sempre tem a saída, o que aponta para a vinda do Messias, o libertador final, aquele que nos transporta do reino das trevas para o Reino de sua maravilhosa luz. Deus cumpre sua aliança de amor com Israel, mas ao mesmo tempo exercita e comunica seu atributo de justiça.

I – DEUS AGE DIANTE DA DESOBEDIÊNCIA DO SEU POVO - Juízes 2.1-5

O Deus da aliança é amoroso, fiel, mas também disciplinador.
  • O povo desobedeceu à ordem de Deus (cf. Deuteronômio 7.1-5) – Juízes 2.1-3
Nós vamos encontrar o povo de Israel durante o período de Juízes em uma época de crise. Crise por causa da desobediência ao que Deus havia dito para eles fazerem quando entrassem em Canaã. Deus pergunta,POR QUE VOCÊS NÃO OBEDECERAM? Não obedeceram ao que? Deus havia ordenado que no processo de conquista da terra prometida, os israelitas deveriam exterminar os cananitas. Esta ordem foi dada através de Moisés, conforme Deuteronômio 7.2. Da mesma forma, a ordem é repetida em Deuteronômio 20.16-18.
  • Deus havia mandado matar os habitantes da terra por causa da iniqüidade deles (Deuteronômio 7.1-4 cf., Gênesis 15.16; Deuteronômio 20.16-17)
Esta ordem de Deus é muitas vezes mal compreendida. Ela nos leva a lidar com um assunto difícil do AT que são as guerras. As guerras ordenadas por Deus. Neste caso, Deus mandou, literalmente, Deus mandou Israel expulsar os cananitas e destruí-los. Qual a razão desta ordem? Voltemos na história do povo de Israel. No estabelecimento da aliança com Abraão, Deus disse que o povo dele voltaria para a terra de Canaã depois de serem escravos por 400 anos. Deus então se refere à maldade dos cananitas, maldade esta que ainda não havia atingido seu limite. Em outras palavras, Deus estava dando tempo para o povo de Canaã se arrepender e mudar de vida. DEUS É GRACIOSO.

É o mesmo Deus do Novo Testamento afirmado no Antigo Testamento como o Deus que é gracioso por mil gerações, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a quarta geração . Então a ordem Deus para Israel matar os cananitas é clara. Foi Deus quem mandou. Não podemos dizer que Israel fez algo que não ficou muito claro, ou fez algo além do que Deus pedira. Não, a ordem para matar e para guerrear e para destruir veio de Deus. Deus é Deus gracioso, mas é Deus de justiça. Deus é um Deus de amor e justiça – Se fosse apenas justo, não teria dado o tempo para povo cananita arrepender-se. (cf. Gênesis 15.16).

Se fosse apenas amor, sua santidade não seria vista e a injustiça, a violência e a imoralidade campeariam sem medida. Neste momento é bom lembrar algumas das práticas cananitas. Por exemplo, o culto a Baal. Baal era o deus da fertilidade no panteon cananita. Alguns dos tabletes que contam a história dos cananitas encontrado em escavações há cerca de 50 anos atrás narram um pouco da crença cananita sobre Baal. Diz-se na mitologia cananita que Baal foi morto por um deus chamado Mot, que era o deus criador dos outros deuses. Mas, Mot foi assassinado por Asterote e daí Asterote trás Baal de volta para vida depois de uma relação sexual com ele.

Cada vez que Asterote tinha relações sexuais com Baal, Baal revigorava-se e fazia com que a colheita dos cananitas fosse renovada e enriquecida. Assim, o povo cria que as relações sexuais com as prostitutas cultuais eram uma forma de manter Baal vivo e este vivo poderia causar as colheitas serem cada vez mais frutíferas e rentáveis. Então, na época de estiagem, entre maio e outubro, as famílias dos cananitas se envolviam em orgias a fim de manter Baal vivo. Neste contexto também crianças eram sacrificadas ao deus Moloque como um meio também de apaziguar a ira dos deuses afim de que a terra viesse a ser mais frutífera. Este era o ambiente que as famílias cananitas viviam e seus filhos cresciam. Tem outro aspecto que ressalta ainda mais a ação cananita contra Deus.

O nome Baal significa marido. Como deus ele então era o provedor, casado com seu povo. Em vez de reconhecer o único Deus, os cananitas buscavam outros deuses e assim a idolatria campeava na nação. Isto mais tarde influenciaria Israel buscar no “marido que não era dela” (prostituição espiritual) os recursos para uma colheita rica. Imagine que, por exemplo, em nossas vidas vir ao culto comunitário é parte do nosso cotidiano, da nossa experiência norma de adorçao. Para os cananitas ir ao templo com suas famílias participar de orgias como um culto era uma coisa muito normal. ISTO ERA ABOMINAÇÃO PARA DEUS.

Violência era outro traço pecaminoso dos cananitas. Fazer guerra era parte da cultura dos povos do oriente no tempo de Israel. Na realidade, guerras era um negócio rendoso. Os reis aumentavam seus domínios e os soldados podiam saquear as cidades invadidas. Estar na guerra era uma fonte de renda, pois muitos enriqueciam ao custo da vida dos outros e das injustiças praticadas. A iniqüidade dos cananitas chegou ao limite e por isso Deus manda Israel aniquilá-los ou destruí-los completamente. Algumas vezes Deus matar e destruir tudo, homens e mulheres (Deuteronômio 20.16) e em outras ocasiões poupava alguns (Números 31.7-12; 17-18). O Deus do AT é um Deus é sanguinário como alguns dizem? Não. Deus é justo. Deus é justo tanto no AT como NT e Deus é gracioso tanto no AT como NT (Efésios 2.8-10; Mateus 11.27,28) Mas, no capítulo 7 de Deuteronômio Deus manda aniquilar aqueles povos que formavam a nação cananita. Como conciliar o Deus amoroso com o Deus justo? No podemos dizer que algo fácil de conceber Deus ordenando o povo de Israel aniquilar seus inimigos cananitas. Mas, Deus é soberano para decidir como lidar como pecado. E nisto podemos descansar, mesmo sem muitas vezes entender o porque nem a forma pela qual Deus age.

Ainda dentro deste contexto, é necessário ressaltar que as guerras não são santas, mas as guerras são de Deus. As guerras ordenadas para serem obedecidas por Israel foram sancionadas claramente por Deus e Deus se mostra para Israel como o comandante chefe destas guerras. Israel seria vitorioso por causa disto e não por causa do tamanho do exercito deles. O ponto principal aqui é que Deus daria a direção e a presença e o poder. Israel seria apenas um instrumento. E por ser assim, ISRAEL SEMPRE SERIA VITORIOSO. Foi assim que ele disse através de Moisés, “não te espantes diante deles, porque o Senhor teu Deus estará com vocês, Deus grande e temível... nenhum homem poderá resistir-te até que os destruas”. (Deuteronômio 20.21-26). Tudo isto por causa da santidade de Deus, por causa da aliança de Deus com seu povo através de Abrão e por causa de um zelo de Deus – DEUS NÃO QUERIA QUE O POVO FOSSE CONTAMINADO PELA CULTURA CANANITA.
  • O povo se afasta de Deus e se aproxima de praticas que Deus havia declarado ser abominável – Juízes 2.3-, 13. – O mundo “canaanizado”
Impedir que o povo assimilasse a cultura cananita era uma das razões que Deus teve para mandar aniquilar aquela nação. Foi assim que ele falou em Deuteronômio 7.4, “...pois eles fariam desviar os teus filhos de mim para que servissem a outros deuses...”. Na realidade o que Deus previu, aconteceu. No tempo dos juízes o povo estava totalmente corrompido pelas práticas cananitas. Em Juizes 2.13 está registrado que os israelitas “abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e Astarote”. Quando Deus ordenou a guerra era para evitar isto. Deus queria fazer uma cirurgia completa para não perder todo o povo, da mesma forma que um cirurgião não hesita amputar uma perna gangrenada de um paciente a fim de preservar a vida deste mesmo paciente.

Entre os versículos 19 e 36 do capítulo primeiro aparecem várias referencias dizendo que os lideres de Israel não fizeram como Deus havia dito para fazer – aniquilar o povo cananita. Eles foram deixando um pouco aqui, um pouco ali e de repente toda a nação estava contaminada, e o povo adorando Baal e Astarote. ISRAEL “CANAANIZOU-SE”. 
Imoralidade e violência se tornaram parte da cultura do povo. Cultos permeados por orgia sexual começaram a fazer parte dos valores do povo, algo que Deus disse para eles não aprenderem e se afastarem. A narrativa tem este ponto triste quando diz os e pais deram suas filhas em casamento aos cananitas e o povo passou a prestar culto a Baal e a Astarote (2.13 cf. 3.6). Que tristeza, simplesmente porque desobedeceram. Simplesmente porque não creram que poderiam vencer os inimigos. Eles não tinham que ter forças neles mesmos. Nunca teriam, pois eram despreparados para as guerras. Mas porque não confiaram no que Deus disse quando disse que estariam com eles, o povo de Deus caiu na armadilha do engano do pecado.
  • Deus deixa os inimigos rodeando Israel como disciplina– Juízes 3.1-5
Como conseqüência, Deus deixou-os seguir por este caminho, o caminha dos cananitas. Os povos cananitas se tornariam uma pedra no sapato deles. Ora os dominariam, ora seriam subjugados. Uma nação que não precisaria se preocupar com a guerra, em termos de vencer, pois teria Deus sempre ao lado dela, agora vai ter que aprender a guerrear e lidar com a tentação de fazer da guerra algo rendoso. Agora viveriam constantemente sendo testados, quando antes, se houvessem obedecido não precisariam ser testados.
  • O ciclo criado – PECADO/CASTIGO E /CLAMOR E ARREPENDIMENTO/DEUS LEVANTA UM JUIZ/LIBERTAÇÃO --> O ciclo recomeça. (2.16-19)
O autor do livro então aponta para um ciclo vicioso entre o povo de Israel. Eles desobedeceram a ordem de Deus. Por isso são castigados. Ficam sob o domínio daqueles que deveriam ter expulsado. O domínio gera opressão e então o povo pede socorro a Deus. O Deus justo, também é Deus da graça e fiel ao que havia prometido aos patriarcas. Deus ouve o clamor do povo e então levanta um juiz ou líder que vence os opressores e trás libertação para Israel. Enquanto o juiz vivia, o povo andava nos caminhos do Senhor, mas logo após a morte do juiz, o povo voltava às práticas antigas, de uma forma pior ainda (3.19)
  • O papel de Otniel e Eude – Juizes3. 11,12;3.15-4.1
Otniel e Eude são os dois primeiros juízes levantados por Deus. Otniel, genro de Calebe foi levantado por Deus para livrar os Israelitas do domínio do rei da Mesopotâmia, domínio este que durou OITO ANOS. Quando Otniel foi usado por Deus, o povo gozou paz por 40 anos. Veja a triste expressão no 3.12, “... mais uma vez os israelitas fizeram o Senhor reprova e por isso o Senhor os entregou a Eglon, rei do Moabe.”

Então surge Eude, identificado como um canhoto. Na realidade, os comentaristas , alguns deles, proferem dizer que Eude era não canhoto, mas na nomenclatura de hoje um homem com necessidades especiais. Provavelmente ele tinha algum impedimento físico. Talvez seja por isso que a história dele como um libertador não envolva o comando de um exercito em uma batalha, mas faz um faca de dois gumes e enfia no gordo estomago do rei moabita. Nestas duas historias Deus age vitoriosamente independentemente das qualidades pessoais ou militares do líder que ele apontou. Otniel era um guerreiro reconhecido.

Eude, provavelmente com limitações de locomoção. Mas, ambos são vitoriosos porque a guerra não era deles nem era uma guerra santa. Era uma guerra de Deus, por isso Deus venceu. Ao vencer e libertar seu povo, Deus reafirma sua fidelidade. Ao deixar o povo ser subjugado por causa da dureza de coração (2.19), Deus reafirma sua justiça
Estas experiências descritas no inicio do livro dos Juízes apontam para algo muito importante. Somos semelhantes ao povo de Israel e vivemos numa cultura semelhante a cultura cananita. Vivemos numa cultura “canaaneizada” onde não temos orgias sexuais como culto, mas libertinagem sexual tornou-se parte da nossa cultura. Pedofilia virou um comportamento corriqueiro. Sexo desde a pré adolescência é um fato real. Não temos os tabletes que contam a história das orgias sexuais nos templos como no tempo dos cananitas, mas tempos as revistas Playboys ou Sexy, os filmes pornográficos e a pornografia aceita nas novelas, filmes, etc, que muitas vezes se assistem na sala de estar das melhores famílias deste mundo.

Passamos a aceitar sexo antes e fora do casamento como algo normal. Não nos chocamos mais. Agora faz parte da cultura. Infelizmente, até no meio evangélico. Desculpamos nossos jovens e filhos dizendo que é difícil manter-se virgem até ao casamento por causa da cultura na qual estão inseridos. Nossa sociedade também ficou tão violenta como a sociedade cananita. O caso Bruno e o caso Misael Bispo por mais de um mês ocupam nossos noticiários e vendem como nunca espaço na mídia. E o que falar da cultura do aborto? Matamos crianças sem darmos a elas uma chance de se defenderem. Violência trás audiência na mídia e nos acostumamos com isto, da mesma forma que as guerras traziam benefícios financeiros para os soldados. Pior do que isto é quando não reconhecemos que não fazemos o mesmo que os israelitas fizeram. Eles foram deixando os cananitas na terra. Nós vamos deixando um pecado aqui outro ali ir tomando conta de nós. Flertamos ali com alguém que não é nosso cônjuge e “tudo bem... Todo mundo faz isto”.
Sabemos que somos orgulhosos, mas dizemos para nós mesmos, “quem não tem um pouquinho de orgulho” e daí compartilizamos nossas vidas. Este pecado aqui é muito sério, mas este aqui não... Para algumas coisas falamos com Deus a respeito, outras não. E assim, aos poucos, o pecado entra na nossa vida e vai ficando e sem perceber nos tornamos “canaaneizados”. Abusamos da graça e quando Deus nos disciplina, perguntamos, Por que Deus? Por que o Senhor deixou isto acontecer comigo? 

Mas, precisamos olhar para Deus – Deus ao agir como libertador em cada fase da época dos Juízes ilustrou para o povo o seu caráter. Deus enviou Jesus. Jesus teve uma morte violenta, a mais violenta da sua época. Por quê? Para trazer-nos a completa libertação do domínio do pecado em nossas vidas. Não é um líder ou juiz que pode libertar-nos de uma forma final do domínio do pecado, mas uma pessoa. Jesus Cristo. Os juízes conseguiam livrar o povo por enquanto. Mas, conforme ouvirmos do profeta Jeremias em seu livro no capitulo 31.31-33, Deus fará uma nova aliança e colocará no coração das pessoas um novo espírito. A partir daí, seremos para sempre livres. Jesus é o mediador desta nova aliança. Daqui a pouco celebraremos esta nova aliança como Jesus nos instruiu a fazer, quando comeremos do pão e beberemos do cálice.
  • Queremos viver livre do vai e vem da vida, corramos para Jesus. 
Mas, qual foi a razão do povo ter se afastado de Deus desta forma? Uma nós já vimos, eles desobedeceram a Deus não aniquilando os povos que encontraram na terra. Mas, existe uma outra razão para esta fase difícil na vida dos israelitas. ELES NÃO DEIXARAM UM LEGADO PARA SEUS FILHOS

II - DEUS ESPERA QUE UM LEGADO SEJA DEIXADO DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO Juízes 2.8-10

O Deus da aliança espera responsabilidade e obediência por parte de seus filhos

A falta de um legado espiritual causou Israel se corromper – Juízes 2.10. O povo errou porque não aniquilou os inimigos cananitas. Mas, houve um erro pior. O povo não deixou um legado espiritual. As gerações passada haviam ouvido da boca de Moisés que era para ensinar a Palavra para seus filhos, conforme Deuteronômio 6. O desejo de Deus ao entregar a Lei, entre outros desejos, era que os que a primeiro receberam passassem-na para seus filhos e estes para a próxima geração. Deus disse, ensine-as com persistência (Deuteronômio 6.7). Era para os pais falarem durante o dia, durante a noite, etc.

Em outras palavras, os pais precisavam investir tempo falando para seus filhos não somente o conteúdo da Lei, mas contando a respeito das maravilhas que Deus operava no meio deles. O que autor de Juízes diz? A nova geração depois de Josué surgiu uma geração que não conhecia a Deus o que ele havia feito por Israel.. Como esta geração poderia amar alguém que se diz amoroso sem ter ouvido como era e como agia o amor desta pessoa?

Isto significa que os pais da geração passada estavam tão ocupados com os afazeres e com os prazeres da cultura cananita que não tiveram tempo de inculcar em seus filhos a palavra de Deus. Será que a situação hoje é diferente? Alguns pais dizem que não têm tempo. Estão trabalhando duro para poder pagar o melhor colégio para o filho e deixar um futuro garantido para eles. Atrás disto está um motivo ou outro. A própria insegurança dos pais, a desculpa que “não sei como fazer”. O resultado foi funesto, OS FILHOS NÃO CONHECIAM A DEUS NEM OS SEUS FEITOS.

Pergunte para você mesmo, QUE LEGADO ESTOU DEIXANDO PARA MEU FILHOS? Por falta de um legado espiritual, a nova geração de israelitas “canaanizou-se”. Imagine uma família levantando aos sábados e os filhos perguntando aos pais, onde vamos? E os pais respondem, vamos ao templo de Baal. Ali os filhos viam os pais se prostituindo, troca de casais, orgia sexual, pornografia, sacrifício de crianças. E viam tudo isto como normal pois estava cultuando Baal, o marido da nação. Sabe por que isto estava acontecendo em Israel? Porque a geração anterior não deixou um legado espiritual para seus filhos. A falta de um legado tornou o povo vulnerável à cultura imoral e violenta dos cananitas – Juízes 2.11. “Eles fizeram o que o Senhor detestava e prestaram culto a Baal e Asterote”.

Imagine seus filhos vivendo em um mundo onde a sensualidade é exacerbada, a violência é cultural e o conhecimento de Deus é menosprezado? Como eles podem viver de uma forma sadia? E seus netos, que tipo de mundo enfrentarão? Sabe o que pode mudar o mundo? O seu legado focado nos valores de Deus. Mas, temos desculpas para construirmos um legado para nossos filhos. Dizemos que não temos tempo ou que não sabemos como fazer. Deixamos isto para nossas esposas. Tudo bem, elas podem fazer. Mas, para quem os filhos estão olhando? Para os pais. O mesmo Deus que disse para investir tempo nos filhos para ensinar a palavra é o mesmo Deus que lhe capacitará para ensinar o que Ele pediu.
Sabe o que falta? UMA ATITUDE POR PARTE DOS PAIS. Vou priorizar isto na minha agenda. Mas, o que é um legado?

O legado constitui-se de uma historia de vida que fala de Deus e vive o que ele ensina na vida pessoal, em casa, entre amigos, no mundo onde se vive e trabalha. – O legado é uma herança. Claro que no contexto que estamos estudando não tem a ver com dinheiro ou posses que um pai ou mãe deixa para os filhos. Estamos falando em modelo de vida e valores. O legado não é fruto de uma função, empresa e nem mesmo de um cargo. O legado vem de uma pessoa. O maior legado que você pode deixar para seus filhos não vem de títulos ou funções que ocupou, mas da pessoa que você foi. Filhos e jovens anseiam por modelos, por pessoas que imitam Cristo em sua forma de viver. Imitar Cristo não é ser doce ou bem educado. Imitar Cristo tem a ver com o caráter de Cristo, de ter atitudes, palavras, ações e compromisso que refletem a pessoa de Cristo. Para passar isto para os filhos demanda tempo.

Mas, vai além de precisar de tempo. Precisa de uma resolução. “Eu quero passar ou deixar um legado para minhas filhas de modo que elas saibam em quem eu creio, vejam coerência em minha vida e queiram viver os valores que vivo”. Para deixar este tipo de legado, você precisa primeiro ter este legado com você. E depois passar para seus filhos. Daí eu posso deixar este legado para meus filhos. Não podemos deixar um legado se não tivermos este legado. Passamos a construir este legado quando vivemos conscientes que fomos chamados para sermos conformes a imagem de Cristo. Ao nutrirmos isto em nossas vidas, nossos filhos e aqueles que estão vindo atrás de nós ganharão um modelo de vida. Assim, a melhor riqueza que podemos deixar para ele é o modelo de fé e compromisso com os valores de Deus. Isto os ajudará a viver numa sociedade canaanizada sem, contudo, deixarem-se canaanizarem-se.

APLICAÇÃO FINAL
Queridos pais e amigos preciso lhes dar uma palavra como pai e como pastor. Que legado estamos deixando para nossos filhos e para nossa igreja? Será que as gerações vindouras conhecerão a Deus?

Eu mesmo como pastor também tenho minhas inseguranças. Minha esposa e eu temos acertos e erros como pais. Nem sempre acertaremos, mas se não nos envolvermos com o ensino bíblico em casa, onde nossos filhos aprenderão? Nosso papel como pais é ensinar e viver a Palavra perante eles. O resultado é com Deus.

O apelo é, ORE E PEÇA A DEUS A OPORTUNIDADE DE INFLUENCIAR NOSSOS JOVENS PARA VIVEREM NO MUNDO COMO CRISTO VIVERIA

Tempo para os filhos - Uma mensagem aos pais

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:

- Papai! Quanto o Sr. Ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora
- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não papai! (respondeu o sonolento garoto)
- Olha aqui está o dinheiro que me pediu, um real.
- Muito obrigado, papai!
 (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).
Agora já completei, Papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?
"Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nosso filhos?"

Deus é um Deus de amor e justiça – Se fosse apenas justo, não teria dado tempo para povo cananita arrepender-se. (cf. Genesis 15.16) Se fosse apenas amor, sua santidade não seria vista e a injustiça, a violência e a imoralidade campeariam sem medida.

Pr. Nilton Jorge
(22) 981358547

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