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terça-feira, 12 de julho de 2011

FIDELIDADE EM MEIO A PROVAÇÃO

TEXTO: Ap 2:8-11
INTROUDUÇÃO:
• No ano 301 a.C. até 281 a.C. depois que Alexandre, o Grande, morreu ainda jovem, o império que ele havia construído, se repartiu em quatro, para quatro de seus principais generais (Cassandro, Lizímaco, Ptolomeu, Selêuco), e foi Lizímaco que ficou com Esmirna, na Ásia menor.
• A cultura daquela comunidade era profundamente grega, e durante séculos, apenas os gregos, formaram a mentalidade daquele povo.
• Em determinado momento da história, as autoridades em Esmirna percebendo que o mundo politicamente estava passando das mãos dos gregos para as mãos dos romanos, pediram ao império romano para construir um templo á deusa Roma.
• Ser cristão naquela época era sofrer perseguição e torturas.
• Esmirna também foi o lugar onde nasceu o mito Dionísio, quem já estudou um pouco sobre mitologia grega sabe, o mito de Dionísio dizia que Dionísio era um deus que morreu e voltou a viver.
• A igreja então passa a sofrer perseguição, pois o culto ao imperador esta sendo desrespeitado. A igreja em Esmirna atrapalhava a afirmação política romana na cidade.
O imperador era uma divindade, e agora a pressão sobre a igreja aumentava, pois ela não se curvava a outro Deus senão a Jesus, e isso foi interpretado como sendo insubordinação e subversão política.
• O sofrimento revela quem é fiel e quem é conveniente. Aqui vemos uma igreja sofredora, perseguida, pobre, caluniada, aprisionada, enfrentando a própria morte, mas uma igreja fiel que só recebe elogios de Cristo.
• Tudo o que Jesus diz nesta carta tem a ver com a cidade e com a igreja:
a) Uma igreja pobre numa cidade rica – Era a cidade mais bela da Ásia Menor. Era considerada o ornamento, a coroa e a flor da Ásia. Cidade comercial, onde ficava o principal porto da Ásia. O monte Pagos era coberto de templos dedicados a Cibeles, Zeus, Apolo, Afrodite e Esculápio.
b) Uma igreja que enfrenta a morte numa cidade que havia morrido e ressuscitado.
- Os lídios a invadiram e destruíram por completo. No ano 200 a. C., Lisímaco a reconstruiu e fez dela a mais bela cidade da Ásia.
c) Uma igreja fiel a Cristo na cidade mais fiel a Roma – Cícero dizia que Esmirna era a aliada mais antiga e fiel de Roma. No ano de 195 a. C., Esmirna foi a primeira cidade a erigir um templo à deusa Roma. No ano 26 d.C., quando as cidades da Ásia Menor competiam o privilégio de construir um templo ao imperador Tibério, Esmirna ganhou de Éfeso esse privilégio. Para a igreja dessa cidade, Jesus disse: “Sê fiel até à morte”.
d) Uma igreja vitoriosa na cidade dos jogos atléticos – Esmirna tinha um estádio onde todos os anos se celebravam jogos atléticos famosos em todo o mundo; os jogadores disputavam uma coroa de louros..
• A fidelidade até a morte era a marca dessa igreja. Como podemos aprender com essa igreja a sermos fiéis?

Há quatro coisas nesta carta que precisamos destacar:
1) Tribulação v. 9
 A idéia de tribulação é de um aperto, um sufoco, um esmagamento.
2) Pobreza
Havia duas palavras para pobreza: ptochéia e penia. A primeira é pobreza total, extrema. Era representada pela imagem de um mendigo agachado. Penia é o homem que carece do supérfluo, enquanto ptocheia é o que não tem nem sequer o essencial.
A pobreza dos crentes era um efeito colateral da tribulação.
3) Difamação
 Os judeus estavam espalhando falsos rumores sobre os cristãos. As mentes estavam sendo envenenadas.
4) Prisão
 Alguns crentes de Esmirna estavam enfrentando a prisão. A prisão era a ante-sala do túmulo. Os romanos não cuidavam de seus prisioneiros. Normalmente os prisioneiros morriam de fome, de pestilências, ou de lepra.

FIDELIDADE NÃO É APENAS UMA DECISÃO É UMA QUESTÃO DE CARATER.

TRANSIÇÃO: COISAS A SEREM APRENDIAS COM AIGREJA DE ESMIRNA:

1. JESUS ESTÁ VENDO AS MINHAS PROVAÇÕES: v. 9

Jesus conhece quem somos e tudo o que acontece conosco.
Este fato é fonte de muito conforto. Uma das nossas grandes necessidades nas tribulações é alguém com quem partilhá-las. Jesus conhece nossas aflições, porque anda no meio dos candeeiros. Sua presença nunca se afasta.
Nossa vida não está solta, ao léu. Nosso Senhor não dormita nem dorme. Ele está olhando para você. Ele sabe o que você está passando. Ele conhece a sua tribulação. Ele sabe das suas lutas. Ele sabe das suas lágrimas. Ele sabe que diante dos homens você é pobre, mas ele sabe os tesouros que você tem no céu.
Ele conhece as minhas necessidades.
Ele Conhece a Minha fidelidade.
Ele conhece a minha força.
AS CISCUNSTANCIA CONSPIRAM CONTRA A MINHA FÉ MAIS AO MEU LADO ESTA JESUS.

2. MINHAS PROVAÇÕES TEM PROPÓSITOS: v. 10

A intenção do inimigo é destruir a sua fé, mas o propósito de Jesus é provar você. Os judeus estão furiosos. O diabo está por trás do aprisionamento. Mas quem realiza seus propósitos é Deus. O fogo das provas só consumirão a escória, só queimará a palha, porém tornará você mais puro, mais digno, mas fiel. Jesus estava peneirando a sua igreja para arrancar dela as impurezas. O nosso adversário tenta para destruir; Jesus prova para refinar. Precisamos olhar para além da provação, para o glorioso propósito de Jesus. Precisamos olhar para o além do castigo, para o seu benefício.
Jesus controla tudo o que sobrem à sua vida
Nenhum sofrimento pode nos atingir, exceto com a sua expressa permissão.
• Jesus quer trabalhar meu caráter cristão.
• Jesus quer fortalecer a minha fé e esperança no seu poder (Ele pode todas as coisas).
• Jesus que extrair unção da minha vida de provação. Esmirna significa mirra, que é a resina perfumada produzida pela árvore de mesmo nome ao ser ferida. Seu perfume é aprazível, mas seu sabor é amargo. Era ingrediente do óleo da unção, na época de Moisés (Êx 30.23) e um dos presentes levados pelos magos ao menino Jesus (Mt 2.11). A substância tornou-se símbolo de amargura e sofrimento.
• Quanto mais provado, mais desfruto da presença Dele
• Jesus já passou vitoriosamente pelo caminho estreito do sofrimento que nos atinge, por isso pode nos fortalecer
• Ele também enfrentou tribulação. Ele foi homem de dores. Ele sabe o que é padecer. Ele foi pressionado pelo inferno.
• Ele suportou pobreza, não tinha onde reclinar a cabeça.
• Ele foi caluniado. Chamaram-no de beberrão, de impostor, de blasfemo, de possesso.
• Ele foi preso. Açoitado, cuspido, pregado na cruz.
• Ele passou pelo vale escuro da própria morte. Ele entrentou nas entranhas da morte e a venceu.
• Agora ele diz para a sua igreja: “Não temas as cousas que tens de sofrer.” Ele tem poder para consolar, porque ele foi tentado como nós, mas sem pecar. Ele pode nos socorrer, porque trilhou o caminho do sofrimento e da morte e venceu.
• Ele é eterno – Ele é o primeiro e o último. Aquele que nunca muda e que está sempre conosco.
• Ele é vitorioso – Ele enfrentou a morte e a venceu. Ele destruiu aquele que tem o poder da morte e nos promete vitória sobre ela.
• Ele é galardoador – Ele promete a coroa da vida para os fiéis e vitória completa sobre a segunda morte para os vitoriosos.

3. MINHAS PROVAÇÕES TEM LIMITES ESTABELECIDOS. v. 10

• Jesus permite o sofrimento com um propósito, para lhe provar, e não para lhe destruir.
• Ele adverte os crentes de Esmirna sobre o que está por acontecer, ele fixa um limite aos seus sofrimentos. Jesus sabe quem está por trás de todo ataque à sua vida. O inimigo que nos ataca não pode ir além do limite que Jesus estabelece. A prisão será breve. E Jesus diz: “Não temas as cousas que tens de sofrer.”
• Três verdades estão aqui presentes: a primeira é que o sofrimento é certo; a segunda é que será limitado; a terceira é que será breve.

1) A IGREJA ENFRENTOU PERSEGUIÇÃO: Roma por não adorar a Cézar. A igreja de Esmirna era uma igreja pobre: pobre porque os crentes vinham das classes mais baixas. Pobre porque muitos dos membros eram escravos. Pobres porque seus bens eram tomados, saqueados. Pobres porque os crentes eram perseguidos e até jogados nas prisões. Pobres porque os crentes não se corrompiam. Era uma igreja espremida, sofrida, acuada.
• Somos chamados a sermos fiéis até às últimas consequências, mesmo num contexto de hostilidade e perseguição. O bispo da igreja Policarpo, discípulo de João, foi martirizado no dia 25/02/155 d.C. Ele foi apanhada, arrastado para a arena. Tentaram intimidá-lo com as feras. Ameaçaram-no com o fogo. Ele respondeu ao procônsul: “Vocês me ameaçam com um fogo que pode queimar apenas por alguns instantes, respeito do fogo do juízo vindouro e do castigo eterno, reservado para os maus. Mas porque vocês demoram, façam logo que têm de fazer.” Seus algozes tentaram forçá-lo a blasfemar contra Cristo, mas ele respondeu: “Eu o sirvo a 86 anos e ele sempre me fez bem. Como posso blasfemar contra o meu Salvador e Senhor, que me salvou?” Os inimigos furiosos, queimaram-no vivo em uma pira, enquanto ele orava e agradecia a Jesus o privilégio de morrer como mártir.
2) A IGREJA DE ESMIRNA ENFRENTOU OPOSIÇÃO: Judeus (sinagoga de Satanás). Os crentes de Esmirna estavam sendo acusados de coisas graves. O diabo é o acusador. Ele é o pai da mentira. Aqueles que usam a arma das acusações levianas são Sinagoga de Satanás. Havia uma forte e influente comunidade judaica em Esmirna. Eles não apenas estavam perseguindo os crentes, mas estavam influenciando os romanos a prender os crentes.
• Os crentes passaram a sofrer várias acusações levianas:
1) Canibais – por celebrarem a ceia com o pão e o vinho, símbolos do corpo de Cristo; 2) Imorais, por celebrarem a festa do Ágape antes da Eucaristia;
3) Divididor de famílias, uma vez que as pessoas que se convertiam a Cristo deixavam suas crenças vãs para servirem a Jesus. Jesus veio trazer espada e não a paz;
4) Acusavam os crentes de Ateísmo, por não se dobrarem diante de imagens dos vários deuses;
5) Acusavam os crentes de deslealdade e revolucionários, por se negarem a dizer que César era o Senhor.

3) A IGREJA DE ESMIRNA ENFRENTOU DESAFIOS: não desistindo diante das aflições. Os crentes em Esmirna estavam sendo atacados e mortos. Eles eram forçados a adorar o imperador como Deus. De uma única vez lançaram do alto do montes Pagos 1200 crentes. Doutra feita, lançaram 800 crentes. Os crentes estavam morrendo por causa da sua fé.
• A pressão dos acontecimentos pesava sobre a igreja e a força das circunstâncias procurava forçar a igreja a abandonar a sua fé.

4. HAVERÁ GALARDÃO PARA CADA FIEL DIANTE DAS TRIBULAÇÕES. vs.10,11.

• A palavra para a igreja de Esmirna era: considerem-se candidatos à vida. Sob tribulação, pobreza e difamação continuem fiéis. Não olhem para o sofrimento, mas para a recompensa. Só mais um pouco e ouviremos nosso Senhor nos chamando de volta para Casa: “Vinde, benditos de meu Pai, entrem na posse do Reino…”, aqui não tem mais morte, nem prato, nem luto, nem dor!
• O período da Igreja de Esmirna foi o tempo dos mártires. Os cristãos eram perseguidos e mortos, jogados nas arenas de leões, crucificados ou queimados em fogueiras.
Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois: Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na ilha de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural.
Paulo - Foi decapitado em Roma por ordem de Nero.
Matias - Ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi martirizado na Etiópia.
Simão - O zelote, foi crucificado.
Tiago (O mais Jovem) - Pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado.
Tiago (O mais Velho) - Pregou em Jerusalém e na Judéia. Foi decapitado por Herodes.
Mateus - Morreu como mártir na Etiópia.
Tomé – Morreu na Índia, sendo martirizado perto de Madras no monte de São Tomé.
Bartolomeu - Serviu como missionário na Armênia, sendo golpeado até a morte.
Filipe - Pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis.
André - Pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado.
Simão Pedro - Pregou entre os judeus chegando até a Babilônia, esteve em Roma, onde foi crucificado com a cabeça para baixo.
“Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará;” 2 Timóteo 2:12
2:11 – “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”
De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte: o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofreriam a segunda morte (veja Mateus 10:28).

CONCLUSÃO :

A CARTA TERMINA FALANDO QUE TEM OUVIDO OUÇA O ESPÍRITO.
 ELE É O AJUDADOR DO FIEL.

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