Ocorreu um erro neste gadget

sábado, 17 de maio de 2014

TRANSFORMANDO OS VALES DE LÁGRIMAS

TEXTO: Salmo 84.4-6
INTRODUÇÃO: 

·       Nos tempos do Velho Testamento, os israelitas piedosos faziam peregrinações regulares a Sião ou Jerusalém, para adorar a Deus no templo e celebrar as festas religiosas. Esta era a alegria maior de suas vidas; eles amavam os tabernáculos de Deus, suspiravam pelos átrios do Senhor, exultavam pelo Deus vivo! 
·      Aquelas peregrinações eram muito difíceis em certos trechos, mas eles as enfrentavam com alegria; renovavam suas forças antevendo o momento em que apareceriam diante de Deus em Sião.
·      O trecho mais difícil da viagem, incontornável para a maioria deles, era o Vale de Baca (Versão Revista e Corrigida), também chamado Vale das Lamentações  (Septuaginta), Vale de Lágrimas (Vulgata Latina), Vale das Balsameiras (Bíblia de Jerusalém), e Vale Árido (Versão Revista e Atualizada).
·      A palavra hebraica “Baca” é a mesma para: lágrima, choro ou bálsamo.

ð A Palavra de Deus, nos mostra que por vezes, no nosso caminhar nem tudo são rosas, nem tudo é planícies. Jo 16.33 No mundo passareis por aflições; mas tende bom ânimo.
ð Portanto, na vida de todos: Há vales profundos, vales secos, áridos; há ermos, há um vale de lágrimas...  
ð Alguns, talvez, tenham chegado a esse vale de lágrimas por causa da perda, da  traição, da violência. Outros há, chegado ao vale, por causa de alguma tentação, da indiferença ou da depressão.  

1.    O VALE DE BACA É MUITO FREQUENTADO.

·      Os israelitas de quase toda a Palestina tinham que passar pelo Vale de Baca, quando a caminho de Jerusalém. A topografia os obrigava a isto. Na experiência cristã não é diferente.
·      Muitas são as adversidades que nos afligem e nos fazem chorar no transcurso desta nossa peregrinação terrena: desapontamentos, desastres, calamidades, perdas, escassez, enfermidades, morte. De um modo ou de outro, cedo ou tarde, mais ou menos vezes, todos passamos pelo vale.

2.    O VALE DE BACA É INDESEJÁVEL.

a) É árido. Não tem rios de alegria; os poços, cavados por alguns dos peregrinos que nos antecederam ou por nós mesmos são, muitas vezes, Jr 2.13 “cisternas rotas que não retêm as águas”.
b) É pedregoso. Os peregrinos conseguem remover as pedras menores, não às grandes; a caminhada é muito sofrida; muitos tropeçam e caem.
c) É escuro. As trilhas serpenteiam entre rochas de angústia e montanhas de pecado; o Sol da Justiça esconde-se por trás destas e o vale fica muito sombrio.
d) É extenso. Os peregrinos sabem que Sião está à frente, mas não podem vê-la; a caminhada parece não ter fim. Muitos ficam desencorajados.
e) É infestado. Há espíritos maus neste vale. Eles tentam; fazem insinuações malditas e sugestionam coisas: armam ciladas, lançam os “dardos inflamados do maligno”.

TRANSIÇÃO: O salmista que passou essa terrível experiência nos dá a fórmula para atravessarmos esse vale e sairmos dele.

1)             É PRECISO TER DEUS COMO FONTE DE NOSSA FORÇA. v.5 “Como são felizes os que em Ti encontram sua força” ou “que de Ti recebem forças”.  

·      Só vence o vale de lágrimas aquele que faz de Deus a sua Fonte, o seu Gerador, a sua Usina de vitalidade
·      Não há força humana que resista ao Vale de Baca. Na hora do desprezo, da depressão, da tragédia, qualquer força (habilidade, conhecimento) humana é pouca comparada à pressão das adversidades sobre nós.  
·      A nossa força não vem do pensamento positivo, não vem do dinheiro, não vem do nosso líder, não vem da família, a nossa força vem do Senhor.   
Fp 4:13 Tudo posso naquele que me fortalece.
Is 41:10 Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa. 
2 Co 12:9 Mas ele me disse: A Minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. 
Is 40:31 mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam. 

2)             É PRECISO TER A GEOGRAFIA DO CORAÇÃO MUDADA. v.5 “Bem-aventurado o homem (...) em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial”.

·      O salmista está dizendo: “Felizes são” esses que são capazes de transformar o vale árido das lágrimas num manancial de bênção!  
·      Mas quem, exatamente, são esses? São aqueles cuja geografia do coração já foi alterada. O seu coração já foi aplanado, nivelado, eles que agora tem um coração plano, sem tortuosidade.  
·      Isto significa o seguinte: Só muda a situação do lado de fora da vida, quem já mudou a situação do lado de dentro.  
ð Amado: É a situação do coração que determina a situação da vida.  
ð Portanto, é impossível mudar a história que nos envolve, sem que primeiro mudemos a história do nosso coração.  
ð Quem traz dentro de si essa geografia do coração transformado é capaz de transformar qualquer deserto em manancial de bênçãos.

3)             É PRECISO VIVER A LIÇÃO DA GRAÇA. 

·      Essa lição está em todo o Salmo 84, mas o v.11 resume tudo numa afirmação dizendo: “Porque o SENHOR Deus é Sol e Escudo; o SENHOR dá Graça e Glória”.  
·      A palavra “Graça” já significa “dar”“dar graça” então é graça ao quadrado, é graça em dobro.  
·      O que significa isto? Significa que o vale de lágrimas recebe a Graça de Deus e não a esgota nem um pouco.  
·      O seu vale de lágrimas (de tristezas) seja do tamanho que for, da fundura que for, da largueza que for, não estanca a Graça de Deus, não faz com que ela se esgote, na verdade ela é inesgotável: Se o vale é grande, a Graça de Deus vem no tamanho da sua dor; ela ganha a dimensão do seu sofrimento. Outro dia li uma frase: “Enfrentamos situações para além dos nossos recursos, mas nunca para além dos recursos de Deus”.
·      Esta é a lição da graça: quanto maior a dor, maior a quantidade da Graça enviada por Deus em nossa vida. 
·      É por isso que ao fazer a travessia do Vale de Baca, o vale das lágrimas, o salmista teve maior percepção da Graça de Deus.
ð No v.1 ele chama Deus de Amável: “Quão amáveis são os teus tabernáculos”.
ð No v.2, ele chama Deus de Desejávela minha anela  e desfalece pelos teus átrios.
ð No v.2, ele vê Deus como promotor de alegria“o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” isto é “canta com alegria”.
ð No v.3, o salmista percebe Deus como ninho“até o pardal encontrou casa e a andorinha ninho para si”. Deus se tornou o seu Lugar de descanso e repouso.
ð No v.9, Deus é ainda o seu Protetor: Deus é Escudo.  

·      Olhe quanta graça de Deus: Amabilidade, alegria, descanso, proteção! Tudo isso o salmista encontrou em Deus ao tomar as atitudes certas.

CONCLUSÃO:
QUE FAZER NO VALE DE BACA? O texto diz: “… passando pelo vale árido, faz dele um manancial…” 
·      Como? Cavando poços. Os peregrinos orientais, quando passam por regiões áridas, sem água, cavam poços e, deste modo, conseguem água para si e para os seus animais.
·      Se o poço não está cavado, temos que cavá-lo nós mesmos. E isto requer esforço, muito esforço. Mas vale a pena. É melhor do que sentar para chorar e esperar o fim.
·      Se quisermos saciar a nossa sede de conforto, de alegria, de paz, e encontrar saída no Vale de Baca, temos que olhar à volta e encontrar os poços que outros já cavaram, ou então cavar nós mesmos os nossos poços.
·      Os poços abertos pelos peregrinos de hoje servirão aos peregrinos de amanhã. Os samaritanos e o próprio Jesus serviram-se da “fonte de Jacó” (João 4.6,12).
·      Às vezes é preciso desentulhar os poços entulhados por inimigos, por maus intérpretes e por maus conselheiros (Gênesis 26.15,18); outras vezes, é necessário cavar poços novos (Gênesis 26.22).

ð CAVE O POÇO, E ESPERE PELA CHUVA. Nosso texto diz ainda: “… de bênção o cobre a primeira chuva.”  Isto estabelece uma distinção muito importante para todas estas considerações: os poços que cavamos no Vale de Baca geralmente são do tipo reservatório. Nós os cavamos, mas eles só se encherão quando Deus fizer chover. Tais poços não se enchem de baixo para cima, mas de cima para baixo.
ð A bênção não está no meio, no reservatório, mas no Deus dos meios que enche o reservatório com Seu conforto, com Sua paz, com Sua alegria, com Sua salvação, com Seu poder, com Sua presença. Isaías 12.2,3 “Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico; Ele se tornou a minha salvação. Vós com alegria tirareis água das fontes da salvação.” 

Deus está conosco no Vale de Baca, por isso recende a bálsamo! Há poços cheios ali. Ele no-los mostrará. Quando não, nos ajudará a cavar nossos próprios poços, e prontamente os encherá de bênçãos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários serão lidos pelo autor, só serão respondidos os de grande relevancia teológica, desde já agradeço pela visita.