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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O QUE FAZER QUANDO A CRISE NOS APANHA DE SURPRESA?

GÊNESIS 21.8-21 INTRODUÇÃO: I. A CRISE MUITAS VEZES É GERADA EM MEIO À CELEBRAÇÃO DA VIDA – v. 8-9. 1. O que se vê neste texto é que existe espaço no meio do sagrado para celebrar as coisas mais comuns da vida – Abraão deu um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado. 2. Não há nada mais comum do que crescer e ser desmamado. Mas Abraão celebra o comum. Tem tempo na sua agenda sacrossanta para dar tempo ao filho. 3. Abraão não tinha uma agenda do sagrado. Tudo é sagrado. 4. Existe uma linha muito tênue entre o projeto da celebração da vida e o projeto de converter a vida numa coisa má, seca, árida e totalmente violenta na relação com os outros. 5. No meio do grande banquete que Abraão estava dando surgiu uma coisa que não estava agendada, que azedou a festa, que estragou a celebração: Gn 21:9-10 “Vendo Sara que o filho de Hagar, a egípcia, o qual era dera à luz a Abraão, caçoava de Isaque, disse a Abraão: Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho”. 6. Sara ficou cheia de ira, empanturrada de ódio, e se move na direção de ser dura, cáustica. A reação de Sara provoca uma crise seríssima na vida de Hagar e de Ismael. Essa é sua crise, a minha crise, a nossa crise, muitas vezes. II. A CRISE DE SER REJEITADO – v. 10 1. Primeiro, surge a crise de se sentir descartável diante da vida – v. 10“Rejeita” = Escancara o drama de se sentir uma coisa qualquer, que se usa e joga fora. A rejeição é a forma mais violenta de ferir e agredir uma pessoa. • A rejeição desarticula a saúde psicológica. Provoca uma desestabilização psicossomática, joga a pessoa num poço fundo de desvalorização humana. • Introjeta-se o sentimento de lixo, de monturo existencial, e começa a partir daí o registro do descartável diante da vida. • Não há nada que fere mais alguém do que ser rejeitado – É o abraço que não pode ser dado; é o toque que não é aceito; é o telefone que é desligado na cara. • Só se sente desprezado quem já foi prezado. Houve um dia que Hagar serviu para Sara. Seu útero prestou para alguma coisa. Valeu como jardim da vida. Agora ela é jogada fora. • Exemplos: Jovens que caíram na teia da sedução e depois abortaram o fruto da promessa do amor. Maridos rejeitados. Esposas rejeitadas. Filhos rejeitados. Velhos rejeitados nos asilos. 2. Segundo, surge a crise de ser tratado como sujeito indefinido da história. “Rejeita essa escrava” = Sara omite o nome de Hagar. Para ela Hagar não tem nome, não tem valor. Sara só trabalha com a linguagem do desprezo humano. Ela usa “Essa escrava”, “seu filho”; “dessa”. Ela só se dispõe a usar o nome do seu filho. v. 10 “Porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho”. • O nome significa a pessoa. Hagar não tinha valor para Sara. Sara tornou-se oportunista. Usa os outros quando precisa e depois coloca numa cesta de lixo. 3. Terceiro, a crise de sentir-se sem direito, sem vez e sem voz – v. 10“Rejeita essa escrava” = Hagar não tem direito de ter direito. Seus sonhos são amputados, seus projetos bombardeados. • Porque é escrava não pode se manifestar, não pode opinar, não pode falar. Não pode expressar o que sente. Tem que se conformar. Você não tem voz. Não vem vez. Não tem direitos. Só tem o dever de ficar calado, esmagado, rejeitado. 4. Quarto, Sara mostra que a razão amior de sua rejeição absurda e cruel era a ganância financeira – v. 10.“Rejeita essa escra e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho”. • Toda a questão tem a ver com dinheiro, com bens materiais. Quantas disputas de família por causa de herança, de partilha de bens. Quantas brigas entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos por causa de dinheiro. Quantos casamentos arruinados por causa da ganância. III. A CRISE DE SE SENTIR SEM RUMO NA CAMINHADA – v. 11-14 1. Hagar saiu – v. 14b “Ela saiu...”. • Hagar sente agora o gemido da ruptura. A morte do passado. Hagar não podia mais ficar ali. Não tinha mais espaço para ela. Por isso saiu. • Na crise não se vê claro. Fica tudo cinzento. Faz-se um breu psicológico na vida da gente. Dá um curto-circuito na psiquê humana: “Hagar saiu andando errante pelo deserto”. Hagar sai na direção de um-lugar-nenhum. Sai na direção de-onde-não-se-chega. Se você não sabe aonde vai, já está perdido antes mesmo de partir. 2. Hagar saiu andando errante – v. 14b “saiu andando errante”. • Sem um caminho não se pode andar. Sem caminho não há direção. Por isso ela anda errante. Ela está andando na direção do nada. Ela está desgovernada na história. Não sabe se direcionar. 3. Hagar saiu andando errante pelo deserto – v. 14b “saiu andando errante pelo deserto de Berseba”. • O deserto é perigoso. O deserto é seco, árido, ameaçador. É prenúncio de morte. Andar com um menino no deserto é algo que traz medo e grande aflição. IV. A CRISE DE ESPERAR O QUE SÓ FAZ DESESPERAR – v. 15-16 1. Em primeiro lugar, o esgotamento dos recursos humanos diante da necessidade imediata pela permanência da vida – v.15 • Hagar chegou ao fim do túnel, ao fundo do poço. Todos os recursos esgotaram-se. Surge o cansaço da caminhada. Já não consegue ficar de pé. Os passos estão trôpegos. Ismael já está desidratado, desmaiando de sede. O sol é implacável. As areias esbraseantes férem seus pés. O cenário é de desespero. Ela só espera o fim, a morte. • Hagar arrasta o filho e o coloca debaixo de um arbusto. Coloca Ismael no leito da morte e se afasta. E pela primeira vez ela fala. • Mas sua fala é negativa. É pessimista: v. 16 “Assim, não verei morrer o menino...” Ela verbaliza um futuro carimbado de desesperança. • Ela revela sua fragilidade. Ela chora. O choro é o discurso silencioso da fragilidade, Hagar perdeu tudo: o lar, o abrigo, o nome, o direito, a liberdade, o pão, a água, o teto, o sentido da vida, agora o filho. 2. Em segundo lugar, Hagar experimenta a crise de esperar o que só faz desesperar, porque não consegue enxergar Deus naquela situação – v. 17 • “Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Hagar e lhe disse: Que tens Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está”. • Hagar chora, mas não ora. Quem olha para a vida como se fosse tragada pela morte não ora, mas só chora. Hagar não trabalhou para a reversão da situação orando. V. A CRISE COMO UM PROJETO LIBERTADOR DE DEUS NA VIDA – v. 17-21 • A crise é uma encruzilhada: um tempo de oportunidade, de purificação, de experiência com Deus. • Deus agenda um encontro conosco na crise: Na crise Deus pode nos levantar um novo relacionamento com ele: Salmos 116:1-4. Vejamos quatro gestos de Deus na crise de Hagar que mudaram sua vida: 1. Deus afasta de nós o sentimento de desprezo e de rejeição – v. 17 – “... Que tens Hagar?” • Durante toda a caminhada pelo deserto Hagar sentira-se ninguém, sem nome, sem identidade, sem direitos, sem voz. Era apenas “essa escrava”. Era só uma coisa, uma matéria descartável. • De repente, tudo se inverte. Existe um ALGUÉM que sabe que Hagar não é uma NINGUÉM. Deus sabe o valor de Hagar. Deus se importa com Hagar. • Deus pronuncia seu nome. Para Deus Hagar tem nome, valor. • “Que tens Hagar?” = Hagar que ficara calada até agora, sufocada, sem vez, sem voz; agora pode falar, pode desabafar. Deus quer ouvi-la. Isso é terapia divina. Ela recebe a cura da “escravização do silêncio imposto”. • O nome de Hagar é pronunciado do céu, num contexto de milagre = Deus mostrou que Hagar é importante para a História. É o Senhor do Universo que dá valor a ela. Você não precisa se sentir esse, essa. Você tem valor para Deus! 2. A crise torna-se degrau da vitória porque Deus encontra conosco exatamente onde a história parecia ter chegado ao fim – v. 17,18 “Deus, porém, ouviu...”. • Deus intervém no caos, na crise. Este “porém”, indica que Deus chegou na crise, que acaba de tocar a campainha, acaba de bater na porta do nosso caos e que está chegando para reverter o precesso da morte em vida. Como? a) Mudança posicional de Hagar – Ergue-te – É preciso reagir diante do caos. b) Mudança de atitude em relação ao filho – Levanta o rapaz – Lute pelo seu filho. c) Mudança de atitude em relação ao futuro – Farei dele uma grande nação 3. Deus muda tudo na crise porque providencia escapes milagrosos para quem está falido de recurss – v. 19 • Deus abriu um poço no deserto. • A nossa crise não apanha a Deus de surpresa. Ele conhece o fim desde o começo. • Pode ser que as coisas pareçam de ponta cabeça diante de nós: o casamento, o trabalho, a saúde, as finanças, a situação dos filhos. Mas Deus transforma o mal em bem

Um comentário:

  1. Deus e bom e se importa consco,muitas veses pensamos que chegamos ao fim,mais o senhor com sua infinita bondade vem ao nosso encontro e nos ajuda a prosseguir,Deus o abencoe servo do senhor,tu es uma bencao.....iracy possmozer

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