TEXTO:
1Pd 1:18-21.
INTRODUÇÃO:
· Pedro escreve aos forasteiros e dispersos do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, cinco partes do império romano, todas elas localizadas na Ásia Menor (atual Turquia).
· Pedro dirige sua carta ao resto da Ásia Menor que não havia sido evangelizado por Paulo e que eram na sua maioria gentios. Pedro usa três palavras diferentes para descrever seus destinatários:
a)
Em primeiro lugar, o termo grego
paroikos, cujo significado é “exilados”. Essa palavra
descreve o morador de um país estrangeiro. Um paraikos é alguém que está longe
do seu lar, em terra estranha, e cujos pensamentos sempre retornam à pátria.
b) Em segundo lugar, o termo grego diáspora, cujo significado é “dispersão”. Essa palavra era atribuída aos judeus dispersos por entre as nações, em virtude de perseguição ou mesmo por interesses particulares. Agora, essa mesma palavra é atribuída aos cristãos, espalhados pelo mundo, devido aos ventos da perseguição. Só que a perseguição, porém, em vez de destruir a igreja, promoveu-a. O vento da perseguição apenas espalhou a semente, e cada cristão era uma semente que florescia onde estava plantado.
c) Em terceiro lugar, o termo grego eklektos, cujo significado é “eleitos”. Os cristãos foram eleitos por Deus desde a eternidade, antes da fundação do mundo. Foram eleitos em Cristo para a salvação, mediante a fé na verdade e a santificação do Espírito.
·
Os leitores de Pedro estão
passando por um tempo de prova e perseguição. Tal
perseguição assumira forma de acusações caluniosas, ostracismo social, levantes
populares e ações policiais locais.
· Após o louvor a Deus pelas bênçãos da salvação, Pedro volta sua
atenção para as implicações da salvação. E na
segunda parte desse capítulo Pedro vai tratar do viver de modo digno da nossa
vocação. O apóstolo Pedro
conecta a salvação com a santidade no versículo 13, quando inicia o parágrafo:
Por isso... Em virtude do que Deus fez por nós, devemos viver de modo digno dessa
salvação. A dádiva graciosa da salvação em Cristo deve levar-nos a uma
conduta ajustada e compatível. A doutrina desemboca na ética. A teologia produz
vida.
·
Dos versos 17-21, o apóstolo
Pedro passa da santidade dos salvos para a reverência que eles devem prestar a
Deus, sendo essa a segunda marca dos que receberam a salvação.
ð A reverência a Deus deve ser observada por três razões.
a)
Em primeiro lugar, o julgamento de
Deus.
b)
Em segundo lugar, a redenção de Cristo.
c)
Em terceiro lugar, a f é em
Deus.
· É nessa segunda observação da reverencia a Deus que destaca o nosso tema.
Nos versos 18-20 apóstolo
Pedro escreve: Sabendo que
não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados
do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso
sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,
conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos
tempos, por amor de vós.
1.
O sangue de Jesus é o tema central da Bíblia. De
Gênesis a Apocalipse, esse fio escarlata, o sangue de Jesus, é o tema
principal. No Antigo Testamento, o sangue de Jesus é prefigurado no
derramamento do sangue dos animais sacrificados nos holocaustos. No Novo
Testamento, o sangue de Jesus é derramado para a nossa redenção. Você não é
reconciliado com Deus por suas obras, méritos ou religiosidade, mas por meio do
sangue de Jesus.
2.
O sangue de Jesus é o fundamento da sua salvação. A
sua salvação depende do sangue de Jesus. Se você não estiver debaixo do sangue
de Jesus não haverá esperança para você. Sem derramamento de sangue não há
remissão de pecado. Suas obras não são suficientes para levar você ao céu. Sua
igreja não pode levar você ao céu. Fora do sangue do Cordeiro de Deus ninguém
pode entrar no céu.
· A palavra grega para “redenção”
nos remete à instituição da escravatura no antigo império romano. Todas
as igrejas cristãs do primeiro século tinham três tipos de membros:
escravos, homens livres e homens libertados. Pessoas tornavam-se escravas de
várias formas: por causa da guerra, de falência financeira, vendiam-se a si
mesmas, eram vendidas por seus pais ou já nasciam escravas. Um escravo podia obter libertação após um
tempo de serviço ou principalmente mediante o pagamento de um preço de resgate.
Esse preço deveria ser pago por outra pessoa. Portanto, uma pessoa libertada era alguém que já tinha sido escrava,
mas agora estava livre.
TRANSIÇÃO: Algumas verdades devem
ser aqui destacadas:
1.
A NOSSA REDENÇÃO CUSTOU UM ALTO PREÇO. (1:18a).
· Pedro fala sobre do preço da redenção primeiro de forma negativa
e depois de forma positiva. Negativamente, não fomos
resgatados mediante coisas corruptíveis como prata e ouro, os mais importantes
meios de pagamento na época. Embora esses metais sejam nobres e duráveis, desgastam-se
com o tempo e corrompem-se. Podem ser
úteis no comércio, mas são inúteis para o resgate espiritual. São
insignificantes para nos libertarem da antiga vida e possibilitar a nova. Nem todo o ouro da terra seria suficiente
para nos resgatar do pecado e da morte.
· Estávamos
na casa do valente, no império das trevas, na potestade de Satanás. Fomos
arrancados da prisão do pecado, da escravidão do diabo e do terror da morte. Suas
obras não são suficientes para levar você ao céu. Sua igreja não pode levar
você ao céu. Fora do sangue do Cordeiro de Deus, ninguém pode entrar no céu.
· O grande avivalista João Wesley sonhou que foi ao inferno e
perguntou: Há metodistas aqui? Sim, muitos! Há
presbiterianos? Sim, muitos! Há católicos? Sim, muitos! Sonhou também que foi
ao céu. E perguntou: Há metodistas aqui? Não! Há presbiterianos? Não! Há
católicos? Não! Aqui só há aqueles
que foram lavados no sangue do Cordeiro!
ð Pedro evoca a libertação de
Israel do cativeiro no Egito. Naquela fatídica noite, um
cordeiro pascal foi morto no lugar da cada família, seu sangue foi aspergido
nos batentes das portas e sua carne foi comida com ervas amargas.
ð A figura do cordeiro pascal
contém dois pensamentos gêmeos: ser emancipados da escravidão e ser libertados da morte. O
profeta Isaías, no capítulo 53 de seu livro, descreve esse Cordeiro mudo que foi imolado pelos nossos pecados, e João Batista
aponta para Jesus como o Cordeiro de Deus
que tira o pecado do mundo. Isaque perguntou: Onde está o cordeiro? E João Batista respondeu, apontando para
Jesus: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo! Jesus é o ofertante e a oferta, o
sacerdote e o sacrifício. O autor aos Hebreus declara que Cristo
não entrou nos Santo dos Santos por sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu
próprio sangue, entrou no Santo dos Santos uma vez por todas. E, em Apocalipse,
João registrou Ap 5:9 a nova canção que os santos no céu entoavam a
Cristo: Digno és de tomar o livro e de
abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus
os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.
2. A NOSSA REDENÇÃO ERA UM PLANO ETERNO. (1:20a).
· O plano eterno da redenção Jesus Cristo é o eterno propósito de Deus. Pedro deixa claro que a morte de Cristo não foi um acidente, mas o cumprimento de um plano, pois Deus a determinou antes da fundação do mundo. Às vezes tendemos a pensar em Deus primeiro como Criador e depois como Redentor. Pensamos que Deus criou o mundo e depois, quando as coisas se complicaram com a queda, buscou alguma maneira de resgatar o mundo mediante Jesus Cristo. Mas aqui temos a majestosa visão de Deus como Redentor antes de ser Criador. O plano da redenção precedeu à criação do universo. Nosso resgate não foi uma decisão de última hora, não foi o plano b. Deus planejou nossa salvação nos refolhos da eternidade. Ap 13:8 O Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo
·
O Filho de Deus manifestou-se no
fim dos tempos (Ephifanéia). Ele inaugurou esse tempo do
fim em sua encarnação e consumará esse tempo em sua segunda vinda.
3.
A NOSSA REDENÇÃO TEM SUA VIRTUDE NO SANGUE DE JESUS.
·
Quem comete pecado é escravo do pecado (Jo 8:34). Por natureza e prática, o homem é escravo do pecado. O pecado
pode tomar a forma de um temperamento incontrolado, orgulho, vício, impureza,
ganância, vaidade. Nós temos redenção através do sangue de Jesus. Cristo
sofreu o castigo do nosso pecado. Ele recebeu a condenação do nosso pecado. Que
tipo de pecado ainda está acorrentando a sua vida? Cigarro, álcool, drogas,
sexo ilícito, impureza da sua mente? Adultério? Mentira? Mau gênio? O sangue de
Cristo pode libertar você do poder desse pecado!
·
Há poder no sangue de Jesus para
lidar com a punição do pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6:23). A alma que pecar, essa morrerá (Ez 18:4). Cristo assumiu o
nosso lugar. Ele foi à cruz como nosso fiador,
substituto e representante. Ele morreu a nossa morte. Ele sofreu o
nosso castigo. Ele pagou a nossa dívida. Ele morreu por nós. Rm 5:9 Tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos
da ira. Você não precisa temer mais o inferno, a condenação, o juízo. Cristo
morreu sua morte. Ele carregou seus pecados. Ele pagou sua dívida.
Você está quite com a lei de Deus, com as demandas da justiça. Nenhuma
condenação há mais para você. Seus pecados foram jogados no fundo do mar.
·
Há poder no sangue de Jesus para
lidar com a poluição do pecado. O pecado é sujo e ele suja as
pessoas, mas o sangue de Jesus nos limpa. O pecado contamina, mas o sangue de
Jesus purifica. Como você lidado com a sua mente? Seu coração não precisa mais
ser um poço de impureza. Você não precisa mais ser um escravo da impureza
sexual. Você pode ser limpo de coração. Você agora pode ter a mente de Cristo!
4. A NOSSA REDENÇÃO TEM VOZ NO SANGUE DE JESUS Hb 12:24,25.
·
O sangue de Abel clamou por vingança, mas o sangue de Jesus
clama por perdão.
·
O sangue de Jesus é a voz do
perdão
Ef 1:7 Nele nós temos redenção através do seu sangue. Jesus disse para o
paralítico de Cafarnaum Mc 2:5 Filho, os teus pecados estão perdoados. Hb
12:25 Veja que você não recuse aquele
que fala. O perdão só é possível
com base no sangue de Jesus.
·
O sangue de Jesus é a voz da paz Cl 1:20 Tendo feito a paz
através do sangue da sua cruz. Nós fomos reconciliados com Deus através do
sangue de Cristo.
·
O sangue de Jesus é a voz do
poder. O diabo é visto como acusador e opressor do povo de Deus. Como o
venceremos? É pelo sangue de Jesus! Quem intentará acusação contra os eleitos
de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem
morreu! Se estamos debaixo do sangue de Jesus estamos protegidos. O sangue de Jesus não é apenas arma de defesa (Ex 12), mas também arma de ataque Ap 12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu
testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Nós vencemos as hostes do inferno pelo poder do sangue de Cristo.
O inferno treme diante do poder do sangue de Cristo. Foi na cruz que Cristo
esmagou a cabeça da serpente e desbaratou o inferno. Foi na cruz que Cristo
abriu uma fonte de cura e libertação para o seu povo. Foi na cruz que ela nos
libertou, nos remiu e pagou a nossa dívida. Foi na cruz que ele tirou de
nós o veneno da antiga serpente.
INTRODUÇÃO:
· Pedro escreve aos forasteiros e dispersos do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, cinco partes do império romano, todas elas localizadas na Ásia Menor (atual Turquia).
· Pedro dirige sua carta ao resto da Ásia Menor que não havia sido evangelizado por Paulo e que eram na sua maioria gentios. Pedro usa três palavras diferentes para descrever seus destinatários:
b) Em segundo lugar, o termo grego diáspora, cujo significado é “dispersão”. Essa palavra era atribuída aos judeus dispersos por entre as nações, em virtude de perseguição ou mesmo por interesses particulares. Agora, essa mesma palavra é atribuída aos cristãos, espalhados pelo mundo, devido aos ventos da perseguição. Só que a perseguição, porém, em vez de destruir a igreja, promoveu-a. O vento da perseguição apenas espalhou a semente, e cada cristão era uma semente que florescia onde estava plantado.
c) Em terceiro lugar, o termo grego eklektos, cujo significado é “eleitos”. Os cristãos foram eleitos por Deus desde a eternidade, antes da fundação do mundo. Foram eleitos em Cristo para a salvação, mediante a fé na verdade e a santificação do Espírito.
2. A NOSSA REDENÇÃO ERA UM PLANO ETERNO. (1:20a).
· O plano eterno da redenção Jesus Cristo é o eterno propósito de Deus. Pedro deixa claro que a morte de Cristo não foi um acidente, mas o cumprimento de um plano, pois Deus a determinou antes da fundação do mundo. Às vezes tendemos a pensar em Deus primeiro como Criador e depois como Redentor. Pensamos que Deus criou o mundo e depois, quando as coisas se complicaram com a queda, buscou alguma maneira de resgatar o mundo mediante Jesus Cristo. Mas aqui temos a majestosa visão de Deus como Redentor antes de ser Criador. O plano da redenção precedeu à criação do universo. Nosso resgate não foi uma decisão de última hora, não foi o plano b. Deus planejou nossa salvação nos refolhos da eternidade. Ap 13:8 O Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo
4. A NOSSA REDENÇÃO TEM VOZ NO SANGUE DE JESUS Hb 12:24,25.
a) Ele brada pedindo a minha condenação se eu o rejeitar. Os judeus gritaram: “Caia sobre nós e sobre os nossos filhos o seu sangue”. Oh, eles foram dispersos, perseguidos, endurecidos.
Pr. Nilton Jorge
Linhares E.S
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