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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

SUSPIRANDO PELAS FONTES DE ÁGUAS

Sl 42:1,2
INTRODUÇÃO:

·      O livro de Salmos é uma coleção de 150 poemas dividida em 5 livros, compostos por vários autores, inspirados pelo Espírito Santo para nos revelar essa rica literatura de adoração.
·      Os Salmos 42 e 43 formam uma única unidade literária. Em muitos manuscritos antigos não são separados. O Salmo 43, ao contrário do Salmo 42, não possui epígrafe, mas segue a mesma sequencia temática do Salmo 42. Por isso, é bastante forte a opinião dos principais exegetas de que, ambos, os Salmos formam uma única oração, ambos dão uma poderosa descrição de um profundo desejo do salmista pela presença do Senhor seu Deus, por estar separado do templo de Deus, lugar de adoração. O salmista deseja voltar não só ao templo, mas também à segurança da presença vivificante de Deus.
·      Segundo os eruditos há 3 correntes de interpretação quanto ao autor desses dois salmos:
1.    Há uma linha teológica que diz que quem escreve é Davi, quando está fugindo de Absalão.
2.     Alguns eruditos acreditam na possibilidade de se tratar de um exilado da família de Coré na alta Galiléia, perto das montanhas do Hermon. É um lugar árido, com pouca água. O descongelamento das neves dessa montanha dá início ao rio Jordão.
3.    Outros eruditos propagam este salmo foi originalmente escrito pelos membros da família de Coré. A família de Coré era uma das famílias levitas responsáveis pela manutenção do culto ao senhor.  Havia várias famílias de levitas que serviam no templo do senhor e se alternavam entre si, de forma rotativa, cada grupo familiar por um período de tempo. Encerrado esse período, outro grupo familiar assumia o serviço e assim por diante. Esse salmo reflete esse processo de alternância e de mudança de turno. O poeta almeja que chegue logo a sua vez em servi a Deus no santo templo.
·      De fato e de verdade é desconhecido o contexto histórico do salmo, tudo o que se sabe é mera especulação.
·      Todo o salmo está elaborado sobre a ausência de Deus, que gerou tristeza na alma. A presença de Deus é tão essencial que o salmista usa três elementos essenciais para descrevê-la: Ar (suspirar), Água e Alimento.
·      Para experimentar uma dimensão mais profunda da presença de Deus, sua alma deve ter fome e sede da mesma maneira que uma corça deseja a água.
·      A corça é um animal dotado de olfato privilegiado que lhe possibilita sentir cheiro de água a quilômetros de distância. É capaz ainda de perceber, metros abaixo da superfície, a existência de um lençol de água. “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus”.

è Havia pelo menos três razões que levava a corça a desejar desesperadamente pelas águas.

1.             PORQUE A ÁGUA DESSEDENTA A SUA SEDE.
·      Quando a corça sente sede ela é tomada de um desejo desesperado pela água. A água para a corça é uma questão de sobrevivência.
·      A falta de água é o fator nº 1 causador de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderia aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males.
·      Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em 45%. Pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga.
·      Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. Quando nascemos possuímos quase 80 % de nosso peso constituído de água e quando morremos, com idade avançada, possuímos apenas cerca de 40 % de água no corpo.
·      Você precisa entender que o fluir do Espírito em sua vida, não é uma questão de escolha. Não é uma questão de se a igreja que você frequenta acredita ou não nos dons espirituais. O fluir do Espírito Santo em sua vida é uma questão de sobrevivência.
Se a corça não beber água na hora da necessidade ela sabe que ela irá morrer. O cristão também se ele ficar ressequido como terra seca, vazio do Espírito ele morrerá espiritualmente.

2.             A FALTA DE ÁGUA, TRÁS DESIDRATAÇÃO E DORES.  
·      O calor faz com que a sua pele se encha de rachaduras. Essas rachaduras causam dores fortíssimas. A corça sabe que a água tem o poder de curar aquelas dores. E quanto mais dor ela sente mais desesperadamente ela clama pela água. 
·      A corsa habita nos altos montes. A água que ela precisa em geral está no vale. Quando sua sede e dor chegam a um ponto insuportável. Ela esquece os perigos do vale, ela sente de longe onde as correntes de águas estão fluindo e atraída pelas torrentes, ela encara o perigo dos predadores e corre sem parar até chegar ao seu destino.

3.              PORQUE A ÁGUA A PROTEGE DO INIMIGO.
·      Quando a corça fica sem água, o seu corpo libera um odor muito forte. Esse odor atrai o predador, e faz da corça uma presa facilmente identificada, despertando o apetite dos seus perseguidores.
·      Quanto mais seco o crente está do Espírito, mais vulnerável ele se torna ao ataque do inimigo. Ser cheio do Espírito Santo é proteção contra o Diabo. O inimigo não é atraído por aqueles que estão fluindo em Deus. Mas por aqueles crentes que estão fracos, exalando o cheiro do pecado.
·      Na iminência de ser pega pelo inimigo, a corça se desespera. E quando ele encontra as torrentes de águas, ela mergulha. Se banha, tira aquele odor de forma que não se torna mais uma atração para o predador.

W   A Intimidade com o Pai é gerada somente no reino do Espírito, aprenda isso. Há um lugar de profunda unção, presença e intimidade com o Pai, onde “as profundezas clamam”  v.7.

Define-se a palavra abismo como:
a)   Grande profundidade que se supõe insondável e tenebroso.
b)   Coisa ou ser misterioso e incompreensível, ou seja, mistério.
c)    Grande separação.

·      Entendo que todo aquele que procura por um abismo correrá o risco de entrar nas profundezas de coisas nunca antes vividas, isto em qualquer área da vida. Por isso eu lhes digo que se nos entregarmos aos abismos de Deus poderemos viver um verdadeiro e genuíno avivamento.

Pr. Nilton Jorge



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