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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

PREPARA-TE O ISRAEL PARA TE ENCONTRAR COM SEU DEUS

Am 4:12
INTRODUÇÃO:

·    O profeta Amós (significa "carregado" ou "carregador de fardos) exerceu o seu ministério em Israel no século VIII A.C, e foi contemporâneo dos profetas Jonas e Oséias. Ele revela quatro fatos importantes a respeito de si mesmo em 1.1.
1)  Era boieiro e cultivador de sicômoros em Tecoa, aldeia de Judá, situada a cerca de 20 km ao sul de Jerusalém (ver 7.14).
2)  Ele "via" suas mensagens são visões proféticas a respeito de Israel, o Reino do Norte. Embora fosse leigo e não tivesse o status de profeta, nem por isso deixou de ser chamado por Deus para profetizar à rebelde Israel.
3)  O ministério de Amós, em Israel, foi desempenhado durante o reinado de Uzias, em Judá, e Jeroboão II, em Samaria.
4)  Ele profetizou durante os dois anos que antecederam o terremoto. A arqueologia apresenta diversas evidências que provam a ocorrência de um terremoto de grandes proporções, nesse período, em várias localidades de Israel, inclusive Samaria.

·    CONTEXTO DOS DIAS DE AMÓSSocialmente. Os inimigos militares estavam quietos ou haviam sido esmagados. A Assíria havia derrotado a Síria, permitindo que Jeroboão II ampliasse suas fronteiras (II Rs. 14.25). O comércio trouxe novo surto de riquezas. Tanto Judá (ao sul), quanto Israel, ao norte, cresceram, e o reino de Israel combinado com o de Judá chegou a Ter quase as mesmas dimensões que tivera na época de Davi e Salomão, a era áurea de Israel. Internamente, porém, estava podre.

TRANSIÇÃO: Amós no capítulo 4 nos fala de um encontro com Deus e de um acerto de contas. PORQUE DEUS ESTÁ CHAMANDO ISRAEL A UMA AUDIÊNCIA?

1.             ISRAEL VIVIA A CORROSÃO DOS VALORES MORAIS (4.1-3).

·      Israel estava vivendo obstinadamente no pecado. Tornara-se pior do que as nações pagãs. Tinha caído num poço mais profundo do que aqueles que sempre viveram mergulhados nas trevas.
·      Amós menciona alguns desses terríveis pecados:
1)   O culto ao corpo (4.1). As vacas de Basã eram notórias por sua condição de beleza e carne para o abate. Ao chamar as mulheres de Samaria de vacas de Basã Amós está dizendo que elas só se preocupavam com o corpo, com a aparência, com a sensualidade e prazer. Era uma geração hedonista que vivia para atender os desejos do corpo. Era o corpo e não a alma que preenchia as suas horas ativas.
2)   A busca desenfreada do prazer (4.1). As mulheres viviam entregues à bebedeira. Entregavam-se aos excessos, em festas caras e requintadas. A vida girava em torno do prazer. Essas “mulheres da sociedade” passavam todo o dia ociosas, bebendo vinho e dizendo aos maridos o que fazer. Era uma geração que buscavam o prazer a qualquer preço.
3)   A ganância insaciável aliada à opressão do pobre (4.1). As mulheres instruíam e empurravam seus maridos para tomar o pouco do pobre a fim de alimentarem sua ganância e satisfazerem seus desejos carnais. Os pobres e os necessitados eram despojados e oprimidos sem escrúpulos de consciência.
4)   A inversão dos papéis no casamento (4.1). Os homens estão sendo mandados pelas mulheres e o estão fazendo pelos piores motivos. As mulheres são as que determinam o rumo da sociedade. Elas sempre foram às guardiãs finais da moral, da moda e dos padrões. Amós pode tomar o pulso da sociedade examinando suas mulheres.

Obs: não é errado ter um corpo sadio e bem cuidado, também não é errado usufruir de certos prazeres nem ser bem sucedido, o errado é saciar a alma buscando somente os prazeres da terra e deixar o Espírito vazio. A alma só se farta com as coisas do céu.

2.             ISRAEL VIVIA A HIPOCRISIA NA PRÁTICA RELIGIOSA (4.4,5).

·      Tanto a vida social quanto a vida religiosa eram governadas pelo mesmo princípio, o hedonismo.
·      Amós faz um diagnóstico da religiosidade israelita:
1)   Uma religião eivada pelo sincretismo (4.4,5). O rei Jeroboão I construiu novos santuários em Betel e Dã e ali introduziu um bezerro de ouro para o povo adorar. A idolatria foi assimilada no culto. O povo queria chegar até Deus por meio de um ídolo.
·      Houve um mistura do culto cananita (adoração do bezerro) com o culto ao Senhor.
·      O pragmatismo se interessa pelo que dá certo e não pelo que é certo. Ele busca o que dá resultados e não o que é verdade. Ele tem como objetivo agradar o homem e não a Deus.
2)   Uma religião fortemente ritualista (4.4,5). A expressão externa do culto era meticulosamente observada. Eles faziam seus sacrifícios, traziam suas ofertas, entregavam o dízimo, celebravam suas festas, mas tinham perdido o foco.
Obs: Oferta sem vida é abominação para Deus. Primeiro apresentamos a vida no altar, depois trazemos nossa oferta. Se Deus rejeitar a vida, ele não aceita a oferta.
·      Há muito zelo pela forma e pouco cuidado com a vida. Há muito cuidado com a tradição e pouco com a verdade. Há muita preocupação com a forma e quase nenhuma com a motivação. Mas, essas exterioridades são meios e não fins.
3)   Uma religião debaixo do desgosto e reprovação de Deus (4.4,5). O profeta Amós se dirige aos peregrinos de forma irônica Am 4.4: “Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal, e multiplicai as transgressões…”.
·      Betel significa “Casa de Deus”, lugar de encontro com Deus e de transformação de vida. Mas, agora Betel era o “santuário do rei”, onde Amazias, o sacerdote, servia. Eles frequentavam o templo, mas não adoravam a Deus. Eles traziam ofertas, mas não o coração.
·      Gilgal significa o lugar da posse da bênção, o lugar da conquista e da vitória. Mas, eles vinham a Gilgal e voltavam vazios, as aparências indicavam que Israel passava por um reavivamento espiritual. Multidões se dirigiam aos “lugares sagrados”, levando sacrifícios e dízimos e até entoavam cânticos de louvor ao Senhor. Eles ofereciam sacrifícios frequentemente para provar que eram espirituais. Mas, Deus busca verdade no íntimo, e não hipocrisia na vida de culto.

3.             ISRAEL VIVIA A OBSTINAÇÃO DIANTE DA DISCIPLINA (4.6-11).
·      Enquanto os israelitas estiveram ocupados fazendo dinheiro, armazenando-o para o futuro e sendo extraordinariamente religiosos, Deus por sua vez, estivera ocupado também com a estranha ocupação de enviar a fome (4.6) e a seca (4.7), doenças e praga de gafanhotos (4.9), epidemias (4.10a), guerra (4.10b) e terremoto (4.11).
·      Deus usou todos os meios para chamar o seu povo ao arrependimento.
·      A religião sem arrependimento mata, mas a religião centralizada no arrependimento dá a vida.
·      Israel não ouviu a voz dos profetas nem a voz da disciplina. Cinco vezes Amós repetiu a mesma resposta do povo ao chamado de Deus Am 4:6,8,9,10,11: “Contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor”. O coração impenitente entesoura ira para o dia do juízo.
è Obs. Os fenômenos naturais e os acontecimentos históricos são trombetas de Deus chamando o homem a voltar-se para ele.
ü A obstinação do povo de Israel pode ser percebida por três motivos.
1)   Eles se recusaram a crer que suas punições tinham relação com seu pecado. Eles atribuíam essas calamidades a fatores naturais ou até a causa acidental.
2)   O sofrimento por si mesmo não pode levar o pecador ao arrependimento. O mesmo sol que amolece a cera endurece o barro. O mesmo sofrimento que a uns quebranta, a outros endurece.
3)   O amor ao pecado é mais forte do que o temor do sofrimento. O diabo promete felicidade através do pecado, mas este traz a ruína e a morte. O povo preferiu fugir de Deus em direção ao pecado, do que do pecado em direção à Deus.

è Obs: Não obstante a dureza de coração Deus convoca a audiência (4.12).
ü A obstinação no pecado desemboca em juízo inevitável. Um pouco mais e o juízo vai chegar.
ü Jesus falou de um homem que se preparou para viver, mas não se preparou para morrer. Ajuntou bens e disse: “Agora, ó minha alma regala-te por longos anos”. Mas enquanto refestelava-se com sua abundância, ouviu uma voz a trovejar-lhe na alma: “Louco! Esta noite te pedirão tua alma, e o que tens preparado para quem será?”.

Obs: Amós profetizou e voltou para o seu gado, caiu no esquecimento, todavia 30 a 40 anos depois veio o juízo, A Síria conquistou Israel e os assírios conduziram prisioneiros por cordas presas a anéis ou ganchos no nariz ou nos lábios os Israelitas. 

CONCLUSÃO: Há cinco indicações que evidenciam uma nota da graça de Deus.
1)   “prepara-te… para te encontrares com o teu Deus”. Oportunidade divina.
2)    “teu Deus”. Amós apresenta à nação o Deus da aliança. Ainda há esperança.
3)   “Ele faz da manhã trevas”. Ele transforma tragédia em bênção.
 
·      Amós automaticamente coloca misericórdia e graça redentora no primeiro.
·      Deus chama seu povo mais uma vez. Para os arrependidos o caminho está totalmente livre; esses ainda podem fugir da ira vindoura.
·      Deus convoca porque ele é Rei. É Ele quem forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual é o seu pensamento. Ele toma a escuridão da noite e transforma em claridade. Ele arrebata do fogo um tição e faz dele um instrumento para sua glória.

Ele pisa os altos da terra. Deus é soberano não apenas no céu, mas também na terra. Ele dirige não apenas a sua igreja, mas o universo. 

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