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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

JESUS, OS PASTORES E A IGREJA

Ap 1:9-20
INTRODUÇÃO:

·      O livro de Apocalipse pode ser sintetizado em nove características básicas:

1.    É um livro centrado na Pessoa de Cristo - Este livro magnífica a grandeza e a glória de Cristo. Esse livro é a revelação de Jesus, da sua glória, da sua majestade e triunfo, e não simplesmente a revelação de eventos futuros.
2.    É um livro aberto - João recebeu a ordem para não selar este livro (22:10), porque o povo de Deus necessita da mensagem que ele contém.
3.    E um livro cheio de símbolos - Este é um livro claro para uns e misterioso para outros. Os símbolos eram janelas abertas para os salvos e fechadas para os ímpios.
4.    É um livro de profecia
5.    E um livro com uma bênção completa - Este livro fala de sete bem-aventuranças.
6.    É um livro relevante - Este livro trata das coisas que em breve devem acontecer (1:3), porque o tempo está próximo (1:3). Veja também 22:7,10,12,20. Breve aqui não é imediatamente, mas pronto. Deus não mede o tempo como nós (2 Pe 3:10). Ninguém sabe o tempo da volta de Cristo, por isso, precisamos estar preparados.
7.    É um livro majestoso - Apocalipse é o livro do Trono. A palavra "trono” aparece 46 vezes no livro. Cristo é apresentado em sua glória e domínio.
8.    É um livro universal - João vê nações e povos como parte do programa de Deus.
9.    É um livro apoteótico - Apocalipse é o clímax da Bíblia. Tudo que começou em Gênesis irá se completar e se consumar em Apocalipse. Jesus é o alfa e o ômega. Tudo o que ele começa, ele termina.

·      As circunstâncias que foram escrito o livro de Apocalipse v.9.

ð   O livro foi escrito provavelmente nos anos 90 da era cristã. O imperador Domiciano, que reinou entre 81 a 96, ferozmente perseguia a Igreja de Cristo na Ásia Menor.
ð   João foi banido para a ilha de Patmos, uma colônia penal romana, onde se exilavam prisioneiros políticos. Ali esses prisioneiros perdiam todos os seus direitos civis e toda possessão material. Os prisioneiros eram obrigados a trabalhar nas minas daquela ilha, vestindo-se de trapos. A ilha ficava no Mar Egeu e tinha 16 km de comprimento por 10 km de largura, uma ilha nua, vulcânica, com elevações de até 300 metros.
ð   Ao lado do nome bíblico antigo de irmão, o qual manifesta a comunhão de fé, apresenta-se uma expressão mais objetiva: companheiro.
A causa em comum é definida de três maneiras:
a)             Companheiro na tribulação.
b)            Companheiro no reino.
c)             Companheiro na perseverança na fé em Jesus

·      A VISÃO É APRESENTADA v.10
W            “no dia do Senhor”. Existem quatro expressões técnicas no que diz respeito ao “dia do Senhor” no Novo Testamento, sendo que, cada uma delas, aponta para uma época diferente; por exemplo:
1.    Analisemos os quatro pontos seguintes no que diz respeito ao: (a) Dia do Senhor Jesus Cristo; (b) Dia do Senhor, Cristo ou Filho do homem; (c) Dia de Deus ou do Senhor: no sentido próprio; (d) Dia do Senhor, do texto em foco:

a)    O Dia do Senhor Jesus Cristo. O dia do Senhor Jesus se relaciona exclusivamente com o arrebatamento da Igreja;
b)   O dia de Cristo, do Senhor ou do Filho do homem, está relacionado com seu retorno à terra com poder e grande glória;
c)    O dia de Deus ou Senhor, no sentido próprio, está relacionado com o Juízo Final;
d)   O dia do Senhor do texto em foco, está relacionado com o dia da ressurreição de Cristo. A presente expressão “dia do Senhor”, significa; “O dia da Ressurreição” do Senhor Jesus Cristo, visto que, a expressão “Senhor Jesus” só ocorre no Novo Testamento depois da sua ressurreição Lc 24.3, sendo identificado entre os cristãos como “o primeiro dia da semana” Mc 18.9.
ð Para o cristianismo o primeiro dia da semana, contrasta bastante com o sétimo (o sábado): O sábado recorda o descanso de Deus na criação (Êx 20.11; 31.17); o domingo a ressurreição de Cristo (Mc 16.1,9). No sétimo dia Deus descansou; no primeiro dia da semana Cristo esteve em atividade incessante. O sábado comemora uma criação acabada; o domingo rememora uma redenção consumada. O sábado era um dia de obrigação legal para Israel; o domingo, o culto espontâneo para o cristão. O sábado é mencionado nos Atos dos Apóstolos somente com referências aos judeus, e no resto do Novo Testamento, só duas vezes (Cl 2.16 e Hb 4.4). O sábado era um dia de repouso total para Israel; para o crente em Cristo, esse repouso teve lugar no momento que ele aceitou Cristo como Salvador. Hb 4.3.

W            JOÃO TEVE TRÊS VISÕES:

1.    João tem a visão da Noiva de Cristo como CANDELABROS DE OURO - v. 12

ð O candelabro, cujo nome de origem é menorah, é também chamado nas Escrituras Sagradas de “castiçal”, “candeeiro”, “candeia”, ou simplesmente “lâmpada”. Constitui-se num dos objetos mais importantes e significativos da cultura e da religião judaica. O candelabro era todo esculpido em ouro puro (“... uma peça só...”). Pesava um talento, o que, acredita-se, correspondesse entre 30 e 35 kg. Alguns estudiosos pretendem que suas medidas fossem 1,65 m de altura por 1 m de comprimento, de uma extremidade a outra.
ð O candelabro consistia numa coluna central, da qual saíam seis hastes, três dum lado e três do outro, sendo que a peça inteira era sustentada por um pedestal. Ao todo, o candelabro tinha sete lâmpadas, que eram acesas através de um pavio, embebido de azeite. O candelabro tinha função vital dentro do tabernáculo; ficava do lado esquerdo de quem entreva no Santo Lugar, o segundo compartimento (dentro da tenda), e era a única iluminação que se tinha dentro daquele recinto sagrado.
ð Na visão de João os castiçais representavam as igrejas, que agora era a luz do mundo. Apesar de ter o Castiçal da antiga aliança sete braços, mesmo assim eram ligados por uma só peça (o pedestal). Israel, mesmo dividido geograficamente em doze tribos, contudo, eram ao mesmo tempo unidos por um só pedestal: A Lei do Senhor Nm 9.14. Na Nova Aliança o Senhor Jesus interpretou para João que os sete castiçais representam as “sete Igrejas” (v. 20).

ALGUMAS LIÇÕES DOS CANDELABROS DE OURO:

ð O CANDELABRO E A NECESSIDADE DE ILUMINAR Mt 5.13. A função da Igreja é, portanto, dar luz ao mundo, e se uma lâmpada deixasse de proporcionar luz ela era afastada. Cada igreja local é reputada responsável pelo uso da luz de Deus, a fim de iluminar a comunidade onde se encontra. Isso significa que cada igreja precisa cumprir com sua parte, com sua missão, nunca esquecendo seu propósito, seu objetivo, caso contrário, será afastada do candeeiro.
ð OS CANDELABROS E A PLURALIDADE NA UNIDADE. Embora cada candeeiro se destaque, eles compõem uma unidade. A igreja é uma entidade com uma manifestação plural. Os candeeiros são sete em número, número perfeito e sagrado na literatura apocalíptica, número que fala da participação da Igreja nas perfeições divinas, além de representarem a Igreja de toda a Terra. Precisamos compreender que embora sejamos várias igrejas, de várias convenções e denominações diferentes, somos uma única Igreja de Jesus Cristo, devemos ser uma unidade, pois todos os candeeiros estão unidos  a Cristo e dele recebem luz, vida e plenitude.
ð OS CANDELABROS SÃO FEITOS DE OURO. No oriente antigo ao ouro se vinculava certo censo de caráter sagrado e até mesmo de divindade. O ouro é um metal que fala de: grande valor, duração, incorruptibilidade e força. Quando os magos foram ofertar presentes a Jesus, a primeira coisa que ofertaram foi ouro. É disso que consiste o evangelho de Cristo: transforma os homens, as mulheres, em ouro. Transforma prostitutas em santas, ladrões e assassinos em novos seres, em novas criações.
ð OS CANDELABROS BRILHAM ENQUATO SÃO DOADORES DE ÓLEO Zc 4.2,3.
ð O CANDELABRO E A COLUNA CENTRAL. E no meio dos candeeiros está Jesus Cristo. Este fato de estar no meio significa não apenas presença, mas sua permanente proteção e orientação. Os cristãos não estavam abandonados, não eram pó, não eram areia, eram rochas vivas na presença de Deus, pois Jesus está presente, vivo com eles. A Igreja não está abandonada, não está sozinha, Cristo está entre nós, com seu poder, nos protegendo e nos guiando.
O mundo vê Cristo através da igreja e no meio da igreja. Isso significa que ninguém verá a Jesus em glória senão por meio da sua igreja aqui na terra.

2.    João tem a visão do NOIVO na sua glória excelsa - v. 13-18.
  
ð Filho do homem. Este título, que freqüentemente é aplicado à pessoa de Cristo, lembra sua humanidade Jo 1.14. Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no Novo Testamento e com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse. Em Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por Deus 91 vezes.
ð Este título: O Filho do Homem Jo 3.13 havia se tornado uma figura messiânica mais corrente. O Senhor Jesus escolheu esse título, evidentemente, menos comprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também uma esperança judaica do “Homem dos últimos tempos” Rm 5.12-21; 1 Co 15.22, 45, 47; 2.5-11.

João vê dez características distintas do Noivo da igreja em sua glória e majestade:

1.    Suas Vestes v. 13 - Falam de Cristo como Sacerdote e Rei. Ele nos conduz a Deus e reina sobre nós. A veste comprida de Cristo era uma vestimenta talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juízes no desempenho de duas funções. É isso realmente, a dupla função do Filho de Deus atualmente (2 Tm 2.8 e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido a altura do peito era também usado pelo sacerdote quando este ministrava no santuário, estava à altura do peio e não nos rins, para ajustar as vestes de modo a facilitar os movimentos; assim, quando o cinto está em volta de seus lombos, o serviço é proeminente. Jo 13.4, mas quando o cinto está em volta do peito implica juízo sacerdotal dignificado, coisas que são inerentes ao Filho de Deus tanto no passado como no presente.
2.    Sua Cabeça v. 14 - Falam da sua divindade, da sua santidade e da sua eternidade.
3.    Seus Olhos v. 14 - Falam da sua onisciência que a tudo vê e perscruta. Ele é o juiz diante de quem tudo se desnuda.
4.    Seus Pés v.15 - O latão reluzente seria um bronze de mui excelente qualidade. Esse bronze pareceria rubro, vermelho, de tão quente. Quando esse metal é usado nas Escrituras, simboliza o juízo prestes a sobrevir. Seus pés como bronze derretido indicam a ira e o julgamento contra o pecado, devido à santidade de Deus. Os pés como latão reluzente era também símbolo de fortaleza, pois nos dias de João o latão era conhecido com o mais resistente dos metais. Esse elemento, sem dúvida, aponta para a fortaleza de Cristo, rocha eterna, inabalável que hoje continua firme, ninguém pode detê-lo, destruí-lo, nem mesmo minimizar o seu poder e o seu domínio.
5.    Sua Voz v. 15 - Isso fala do poder irresistível da sua Palavra, do seu julgamento. No seu juízo desfalecem palavras humanas. A voz de Cristo detém a última palavra e é a única a ter razão.
6.    Sua Mão v. 16 - A mão direita é a mão de ação, com a qual age e governa. Isso mostra o seu cuidado com a igreja. Ninguém pode arrebatar você das mãos de Cristo (Jo 10:28).
7.    Sua Boca v. 16 - Essa Palavra aqui não é o Evangelho, mas a Palavra do juízo. A única arma de guerra usada pelo Cristo conquistador no capítulo 19 é a Espada que saía da sua boca (19:5). Essa é a cena do tribunal, onde é proferida a sentença judicial, e precisamente sem contestação. E sua espada tem dois fios, o que significa que ele brande poder especial para cumprir o julgamento; trata-se de terrível arma. Não haverá como escapar ao juízo de Cristo, porquanto será perfeitamente exato.
8.    Seu Rosto v. 16 - A visão agora não é mais de um Cristo servo, perseguido, preso, esbofeteado, com o rosto cuspido, mas do Cristo cheio de glória. A luz do sol supera o brilho dos candeeiros. Essa figura mostra que seu poder desconhece limites, sua glória e majestade não tem igual, ele ilumina os homens, é o Sol da justiça e o resplendor da justiça divina.
9.    Sua Perenidade - O Primeiro e o Último v. 17 - Ele é o criador, sustentador e consumador de todas as coisas. Ele cria, controla, julga e plenifica todas as coisas. Cristo aqui é enaltecido como vitorioso sobre o último inimigo, a morte.
10.    Sua Vitória Triunfal v. 18 - João está diante do Cristo da cruz, que venceu a morte. Ele não apenas está vivo, mas está vivo para sempre. Ele não só ressuscitou, ele venceu a morte e tem as chaves da morte e do inferno. Quem tem as chaves tem autoridade. Jesus recebeu do Pai toda autoridade no céu e na terra Mt 28:18. Há um provérbio rabínico que diz que existem quatro chaves aninhadas na mão de Deus, que ele não outorga nem a anjo nem a serafim: a chave da chuva, a chave do alimento, a chave da mulher estéril e a chave da morte e do hades. Portanto, Cristo, por ser o portador das chaves da morte e do hades, possui toda a autoridade final. Essa autoridade reside nele e só nele.
3.    João tem a visão dos PASTORES das Igrejas v.16.

ð Ele tem na sua mão direita sete estrelas, que são os sete anjos das igrejas.
a)   Estando as sete estrelas em sua mão direita, significa que estão completamente sujeitas a Cristo, para serem usadas em Seu trabalho. Estão em sua mão e não em seus dedos, como se fossem anéis de adorno.
b)   Hoje está complicado ser pastor sem ver perto pessoas interessadas em sua destruição: Nm 12:1-2

1)   Confundiram a vida pessoal com a eclesiastica Nm 12:1
2)   Confundiram Ministério com competição que geram ciumes Nm 12:2
3)   Toda rebelião e Formentação tem que ser resolvida Nm 12:3,
4)   Deus coloca distinção nos ministérios Nm 12:6-8.

AS QUALIDADES DE UM PASTOR OU MINISTRO DE DEUS.

1.    Há de ser um homem manso, temperamento tratado v.3
2.    Há de ser um homem de intimidade para com Deus v. 8
3.    Há de ser alguém protegido por Deus v.8.
4.    Há de ser alguém escolhido por Deus v.8

4 COISAS ACONTECEM QUANDO HÁ LEVANTE CONTRA A LIDERANÇA.

1.    Deus se Ira e torna adversário de quem se levanta contra v.8
2.    A presença de Deus vai embora v.9,10
3.    Os desobedientes e rebeldes ficam leprosos v.10
4.    A obra de Deus fica parada e o povo não sai do lugar v.15


CONCLUSÃO: Esse parágrafo pode ser sintetizado em três aspectos:
1)   O que João ouviu (v. 9-11).
2)   O que João viu (v. 12-16).
3)   O que João fez (v. 17-18).

·                A reação de João diante da visão do Cristo da glória:

W   Profundo quebrantamento (v. 18) - "Quando o vi, cai a seus pés como morto". O mesmo João que debruçara no peito de Jesus, agora cai aos seus pés como morto. Isaías, Ezequiel, Daniel, Pedro e Paulo (Is 6:5; Ez 1:28; Dn 8:17; 10:9,11; Lc 5:8; At 9:3-4) passaram pela mesma experiência ao contemplarem a glória de Deus. Em nossa carne não podemos ver a Deus, pois ele habita em luz imarcescível (1 Tm 6:16). É impossível ver a glória do Senhor sem se prostrar. Ilustração: as pessoas que dizem cair diante da glória de Deus e se levantam do mesmo jeito.
 
W   Gloriosamente restaurado (v. 18) - Jesus toca e fala. A mesma mão que segura (v. 16), é a mão que toca e restaura (v. 18). O mesmo Jesus que acalmou os discípulos muitas vezes, dizendo-lhes, não temas, agora diz a João: Não temas. A revelação da graça de Jesus o põe de pé novamente para cumprir o seu ministério.


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