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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

SUPREENDIDOS PELAS TEMPESTADES.

Marcos 4.35-41

INTRODUÇÃO ==> Jesus passara todo o dia ensinando à beira-mar sobre o Reino de Deus. Ao final da tarde, ele deu uma ordem para os discípulos para entrarem no barco e passarem para a outra margem, para a região de Gadara, onde havia um homem possesso. Enquanto atravessam o mar, Jesus cansado da faina, dormiu e uma tempestade terrível os surpreendeu, enchendo dágua o barco. Os discípulos apavorados clamaram a Jesus. Ele repreendeu o vento, o mar e os discípulos e aqueles homens apavorados com a fúria dos ventos ficaram maravilhados diante do seu milagre. ==> Podemos sintetizar este texto em seis pontos básicos: uma noite a bordo; uma tempestade furiosa; um clamor desesperado; um milagre impressionante; uma reprovação amorosa e um efeito profundo.

I. COMO SÃO AS TEMPESTADES DA VIDA

Em primeiro lugar, as tempestades da vida são inesperadas. O Mar da Galiléia era famoso por suas tempestades. É um lago de águas doces, de 21 quilômetros de comprimento por 14 de largura, há 220 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo e é cercado de montanhas por três lados, que têm até 300 metros de altura. Os ventos gelados do Monte Hermon (2.790m), descem com fúria dessa região e sopram com violência, caindo sobre o lago, provocando terríveis tempestades. ==> É um acidente, uma enfermidade, uma crise no casamento, um desemprego. As tempestades não mandam telegrama. Elas chegam em nossa vida sem mandar recado e sem pedir licença. As tempestades, algumas vezes nos colhem de surpresa e nos deixam profundamente abalados. Em segundo lugar, as tempestades da vida são perigosas. Mateus diz que o barco era varrido pelas ondas. Marcos diz que se levantou grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. Lucas diz que sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar. As tempestades da vida também são ameaçadoras. Põem no chão aquilo que levamos anos para construir. Em terceiro lugar, as tempestades da vida são inadiministráveis. Elas são maiores do que nossas forças. Os discípulos se esforçaram para contornar o problema, para saírem ilesos da tempestade. Mas eles nada puderam fazer para enfrentar a fúria do vento. Seus esforços não puderam vencer o problema. Eles precisaram clamar a Jesus. O problema era maior do que a capacidade deles de resolver. Em quarto lugar, as tempestades da vida são surpreendentes. Elas podem transformar cenários domésticos em lugares ameaçadores. O Mar da Galiléia era um lugar muito conhecido daqueles discípulos. Muitas vezes eles cruzaram aquele mar lançando suas redes. Ali era o lugar do seu ganha pão. Mas agora, estão em apuros. O comum tornou-se um monstro indomável. Ainda hoje, há momentos em que as crises maiores que enfrentamos nos vêm daqueles lugares onde sentíamo-nos mais seguros. II. OS CONFLITOS QUE ENFRENTAMOS NAS TEMPESTADES DA VIDA Esse texto nos apresenta algumas tensões que enfrentamos nas tempestades da vida:

Em primeiro lugar, como conciliar a obediência a Cristo com a tempestade (4:35). Os discípulos entraram no barco por ordem expressa de Jesus e mesmo assim, enfrentaram a tempestade. Você tem enfrentado tempestade pelo fato de andar com Deus, de obedecer aos mandamentos de Jesus? Você tem sofrido oposição e perseguição por ser fiel a Deus. Tem perdido oportunidade de negócios por não transigir. Tem perdido concorrências em seus negócios por não dar propina. Tem sido considerado um estorvo no seu ambiente de trabalho por não se envolver no esquema de corrupção. Há momentos que sofremos, não por estarmos na contramão, mas por andarmos pelo caminho direito. Em segundo lugar, como conciliar a tempestade com a presença de Jesus (4:35, 36). O fato de Jesus estar conosco não nos poupa de certas tempestades. Ser cristão não é viver numa redoma de vidro, numa estufa espiritual. Em terceiro lugar, como conciliar a tempestade com o sono de Jesus. Talvez o maior drama dos discípulos não foi a tempestade, mas o fato de Jesus estar dormindo durante a tempestade. Na hora do maior aperto dos discípulos, Jesus estava dormindo. Às vezes, temos a sensação de que Deus está dormindo. Aquele que não dormita nem dorme, às vezes, parece não estar atento aos dramas da nossa vida e isso gera uma grande angústia em nossa alma.

III. AS GRANDES PERGUNTAS FEITAS NAS TEMPESTADES DA VIDA

Esse texto apresenta-nos três perguntas. Todas elas são instrutivas. Elas nos apresentam a estrutura do texto. Aqui temos a pedagogia da tempestade:

1. Mestre, não te importa que pereçamos (4.38). Essa pergunta nasceu do ventre de uma grande crise. Em primeiro lugar, esse grito evidencia o medo gerado pela tempestade. A tempestade provoca medo em nós, porque ela é maior do que nós. Em segundo lugar, esse grito evidencia alguma fé. Se os discípulos estivessem completamente sem fé, eles não teriam apelado a Jesus. Eles não o teriam chamado de Mestre. Eles não teriam pedido a ele para salvá-los, reluz um lampejo de fé. Em terceiro lugar, esse grito evidencia uma fé deficiente. Se os discípulos tivessem uma fé madura, eles não teriam se entregue ao pânico e ao desespero. A causa do desespero não era a tempestade, mas a falta de fé. O perigo maior que enfrentavam não era a fúria do vento ao redor deles, mas a incredulidade dentro deles. Quando ele permite a tempestade é porque está desejoso de nos ensinar profundas lições de vida.

2. Por que sois assim tímidos. Por que não tendes fé (4.40). Os discípulos falharam no teste prático e revelaram medo e não fé. Onde o medo prevalece, a fé desaparece. Aqueles discípulos deviam ter fé e não medo, e isso por quatro razões:

Em primeiro lugar, a promessa de Jesus (4:35). O destino deles não era o naufrágio, mas a outra margem. Em segundo lugar, a presença de Jesus (4:36). É a presença de Jesus que nos livra do temor. A presença de Deus nas tempestades é nossa âncora e nosso porto seguro. Em terceiro lugar, a paz de Jesus (4:38). Enquanto a tempestade rugia com toda fúria, Jesus estava dormindo. As tempestades da vida podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor. Elas podem ficar fora do nosso controle, mas não fora do controle de Jesus. Em quarto lugar, o poder de Jesus (4:39). Aquele que estava no barco com os discípulos é o criador da natureza. As leis da natureza estão nas suas mãos. Ele controla o universo.

3. Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem (4.41). As tempestades são pedagógicas. Elas são a escola de Deus para nos ensinar as maiores lições da vida. Aprendemos mais na tempestade do que nos tempos de bonança. A pergunta deles é respondida pelo próprio texto em apreço.

Em primeiro lugar, Jesus é o mestre supremo que veio estabelecer o Reino de Deus (34,38). Jesus ensinou através das parábolas do Reino e também através da tempestade. Seus métodos são variados, seu ensino eficaz. Em segundo lugar, Jesus é perfeitamente homem (4:38). O sono de Jesus mostra-nos sua perfeitamente humanidade. O verbo se fez carne. Deus se fez homem. Quem pode crer na encarnação de Jesus não deveria mais duvidar de nenhum de seus gloriosos milagres. Em terceiro lugar, Jesus é perfeitamente Deus (4:39). Ele é o criador, sustentador e o interventor na natureza. O vento ouve a sua voz. O mar se acalma quando ele fala. Todo o universo se curva diante da sua autoridade. Ele é o verdadeiro Deus. Em quarto lugar, Jesus é o benfeitor desconhecido (4:36). Em quinto lugar, Jesus é aquele que tem toda autoridade para libertar o aflito (4:39,41). A pergunta foi: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”. O contexto mostra que Jesus é o Senhor sobre cada circunstância e o vencedor dos inimigos que nos ameaçam:

1) Vitória sobre os perigos – Mc 4:35-41; 2) Vitória sobre os demônios – Mc 5:1-20; 3) Vitória sobre a enfermidade – Mc 5:21-34; 4) Vitória sobre a morte – Mc 5:35-43.

CONCLUSÃO: A intervenção soberana de Jesus, às vezes, acontece quando todos os recursos humanos acabam. Nossa extremidade é a oportunidade de Deus.Quando Jesus fez cessar o vento e o mar, e eles se acalmaram como uma criança que se aquieta diante da ordem e autoridade do pai, Mateus diz que os discípulos se maravilharam. Marcos diz que eles temeram grandemente. Antes eles tinham medo da natureza. Agora eles temem o criador da natureza. Antes eles estavam amedrontados pelo vento, agora estão cheios de temor pelo Senhor do vento. Agora eles estão cheios de temor e admiração diante do poder de Jesus.

Um comentário:

  1. PR.NILTON JORGE,QUERO AGRADECER POR TAO RICAS PALAVRAS QUE TENHO ENCONTRADO NESTE BLOG,DESEJO DO FUNDO DO MEU CORACAO QUE O SENHOR CONTINUE TE USANDO CADA DIA MAIS,UM GRANDE ABRACO,FICA NA PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO.......

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