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sábado, 2 de outubro de 2010

A DIFÍCIL ARTE DE SER PASTOR

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo.10:11)

Ninguém mais ousou asseverar estas palavras de Jesus. Somente Ele, com sua relação íntima e especial com o Pai ousou assumir o papel de pastor, não somente um pastor, mas “o bom pastor”. Creio que temos algumas razões práticas e realistas para jamais nos arrogar a ostentação de ser “o bom pastor”.

1- Não há espaço para mais um bom pastor.

Jesus foi enfático ao dizer, “Eu sou o bom pastor”. Ele não disse ser um dos bons pastores que surgiriam após ele. Ele deixa claro que o único bom pastor é ele. Antes dele, durante seu ministério e depois dele jamais haverá um outro bom pastor. Ele é o único. Todos os pastores ordenados, consagrados ou ungidos para função de pastorear a Igreja dele, terão que se contentar em saber que serão apenas canais dele. Todo aquele que se arroga a dizer que é um bom pastor, está na verdade se posicionando ao lado de Cristo e tentando tira-lo do lugar único dele. Todos devem se sentir feliz em ser chamado para pastorear o rebanho de Jesus e contentar em ser apenas pastor. Afinal, bom só Ele.

2- Pastor não dá a vida pelas ovelhas.

Esta atitude foi exclusiva de Jesus como o bom pastor. “o bom pastor dá a vida...” Jesus doou totalmente a sua vida pelas ovelhas. Jesus jamais cobrou que seus simples pastores dêem suas vidas pelas ovelhas como ele doou. Esse peso Jesus não colocou sobre os ombros de mortais pastores, ele sabe que nenhum pastor poderia realizar. Jesus requer que seus pastores se doem em amor, se desgastem em prol de suas ovelhas, que as defendam contra os lobos e falsos pastores. O que passar disso é cobrança que vem de outro lugar, menos do céu.

3- Pastorear é uma arte difícil, mas prazerosa.

Pastorear implica cuidar de um rebanho que possui uma vasta diversidade de ovelhas. Ovelhas simples e complicadas, humildes e soberbas, submissas e rebeldes. Todas são ovelhas do mesmo aprisco e, portanto precisam ser pastoreadas. Ser pastor de ovelhas humildes e simples é mais fácil, difícil é pastorear ovelhas exigentes, chatas e até rebeldes. Pensando nisto, encontrei em meus arquivos um escrito nada atraente, mas real, que mostra como é difícil ser o pastor ideal para estas classes de ovelhas.

“Se o pastor ora muito é um fariseu. Se não ora é um herege.
Se dá atenção a família é um dividido. Se não da atenção é um irresponsável.
Se prega de gravata é um conservador. Se não prega com gravata é um liberal.
Se prega muito é prolixo. Se prega pouco é um vazio.
Se conta piada é um irreverente. Se fala sério é um carrancudo.
Se é idoso é um ultrapassado. Se é jovem é um moleque.
Se é culto é um esnobe. Se tem pouca cultura é um “pica-fumo”.
Se é casado, sai muito caro. Se é solteiro é inexperiente.
Se é amigável é vulgar. Se é seco é mal educado.
Se é teólogo é um E.T. Se não é teólogo é um evangelista.
Se é presidente do presbitério é o Papa. Se não é, é um incompetente.
Se é pastor de igreja grande é um lobo. Se é pastor de igreja pequena é um Pé de Chinelo”.

O eterno consolo, bem como a fonte motivacional de todo aquele que foi chamado para pastorear, de forma oficial ou de forma leiga, é que todo pastor também é ovelha do “o bom pastor” Jesus. Nele, todo pastor-ovelha tem instrução, alimento, poder e graça para distribuir ao rebanho. Permaneçamos nele e teremos vida em abundância.

Com muito temor e tremor

Um comentário:

  1. Ei,você disse tudo.É mt difícil agradar ao ser humano.Parece que tudo que se faz,alguém acha que deveria ter feito diferente...
    Ainda bem que o Senhor o abençoou com muita graça e paciência,pra aturar gente como eu,principalmente,né?rsrsrs
    Abraço,meu amigo/irmão/pastor

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