sábado, 17 de outubro de 2026

TEMA: SÉRIE - NO QUE EU CREIO - DIVISA: CREIO NA BÍBLIA COMO PALAVRA DE DEUS

TEXTO: 2 Tm 3:16
INTRODUÇÃO:
● Credo ou confissão de fé, são interpretações das Escrituras reconhecidas por uma igreja ou denominação. É um conjunto de crenças que norteiam a vida da instituição cristã. A Bíblia é a Palavra de Deus e a única autoridade inerrante para a nossa vida e a fonte primária para o nosso credo.
u A Bíblia é a Palavra de Deus ao homem, o credo é a resposta do homem a Deus.
u A Bíblia revela a verdade em forma popular de vida e fato, o credo declara a verdade em forma lógica de doutrina.
u A Bíblia é para ser crida e obedecida, o credo é para ser professado e ensinado.
● A Igreja não dispunha de credos ou de qualquer formulação doutrinária formalizada no período apostólico. Era um tempo em que a produção dos livros do N.T ainda estavam em andamento. Logo no segundo século, surgiu a necessidade de organizar os pontos mais significativos da fé cristã, pois desde os dias apostólicos surgiram controvérsias e heresias que questionavam o ensino cristão. Essas formulações doutrinárias foram sendo aperfeiçoadas e tornaram-se conhecidas como credos.
● Entre os credos temos os principais de onde temos as bases para nosso credo. O credo dos apóstolos, o credo Niceno, o credo Niceno-Constantinopolitano, o credo de Calcedônia e o credo de Atanásio. As confissões de fé são marcas do período da reforma que atinge a linha do tempo que vai de 1.483 à 1647 D.C.
● O pastor Isael de Araújo, historiador da Assembleia de Deus e nosso compadre sogro de nossa filha mais nova, trouxe-nos informações sobre a preocupação dos missionários fundadores Daniel Berg e Gunnar Vingren publicou em 16 de Abril de 1919 no Jornal Boa Semente que passou mais tarde a ser conhecido como Mensageiro da Paz, um artigo intitulado “O que nós cremos”, em defesa das doutrinas de básicas das Assembleias de Deus. O cremos que temos hoje diz o irmão Isael Araújo passou a ser publicado a partir de 1969 no então jornal. Depois de passar por várias revisões ficou em 16 artigos de fé que dão balizas e respostas ao que creem os pentecostais clássicos, dos quais fazemos partes.  
 
TRANSIÇÃO: O nosso credo começa, cremos na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão.
E aqui está nosso primeiro sermão dessa série “No que eu Creio”, Somos uma igreja Bíblica. 

● O papel de um credo nunca foi substituir as Escrituras, mas sim o de resumir o testemunho da igreja sobre a verdade das Escrituras contra o erro. A palavra Bíblia vem da língua grega e é derivada do nome que os gregos davam para a folha de papiro preparada para a escrita chamada BIBLOS. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado BIBLION. Portanto, literalmente, a palavra BÍBLIA quer dizer: COLEÇÃO DE LIVROS PEQUENOS. Com a invenção do papel, desapareceram os rolos, e a palavra BIBLOS passou a ter o sentido de LIVRO. É de aceitação geral entre os entendidos no assunto, que o nome “BÍBLIA” foi primeiramente aplicado às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no Século IV da nossa era.
● Apesar da pluralidade de circunstâncias, a Bíblia apresenta um só sistema de doutrinas, uma só mensagem de amor, um só meio de salvação. De Gênesis a Apocalipse, há uma só revelação, um só pensamento, um só propósito.
ü A Bíblia é única em coerência, pois apesar de ser escrita durante um período de mais de 1.600 anos, durante mais de 40 gerações, por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, médico, estudiosos, ela mantém total unidade nos seus ensinamentos.
➔ Foi Escrita em diferentes lugares: Moisés, no deserto; Jeremias, numa masmorra; Daniel, numa colina e num palácio; Paulo, dentro de uma prisão; Lucas, enquanto viajava; João, na ilha de Patmos; outros escreveram textos bíblicos em meio a campos de batalha.
➔ Foi escrita em diferentes condições e sob diferentes circunstâncias.
➔ A bíblia é única em sobrevivência. Voltaire, o francês renomado e incrédulo que morreu em 1778, foi ao Cartório de Genebra na França e registrou que gastaria e empenharia toda a sua riqueza para varrer a bíblia da história e que em cem anos depois dele o cristianismo estaria varrido da face da terra e teria passado à história. Mas o que aconteceu? Por ironia do destino, "apenas cinquenta anos depois de sua morte a Sociedade Bíblica de Genebra comprou e usou em sua própria residência para imprimir pilhas de Bíblias.
 
Destaco, aqui como guisa de introdução três verdades magnas sobre a Bíblia:
 
a)  Em primeiro lugar, a Bíblia é divina quanto à sua origem. Nenhuma mente humana, por mais erudita, poderia conceber a Bíblia. Seu conteúdo não é resultado de uma investigação humana, mas da revelação divina. Seu conteúdo não precisa ser atualizado nem sua mensagem ressignificada. Ela é sempre atual, viva e poderosa.
b)  Em segundo lugar, a Bíblia é exclusiva quanto ao seu propósito. O propósito da Bíblia é nos fazer conhecer a Deus o Pai, por intermédio de Deus Filho, pela ação de Deus Espírito Santo. Toda a vontade de Deus para nós está registrada na Bíblia.
c) Em terceiro lugar, a Bíblia é singular quanto a seus resultados. A Bíblia, sendo a Palavra de Deus, produz os resultados para os quais o próprio Deus estabeleceu para ela. Ela restaura a alma e dá sabedoria aos símplices; ela alegra o coração e ilumina os olhos. Por meio dela somos instruídos, educados, admoestados e disciplinados. Por meio dela nascemos, crescemos e somos fortalecidos com poder. Por meio dela somos santificados, para tornarmo-nos semelhantes a Cristo, o Senhor.
 
● PORQUE COMO IGREJA CRISTÃ CREMOS NA BÍBLIA?
 
1. PORQUE OS ATRIBUTOS DAS ESCRITURAS REVELAM QUE ELA É DIVINA E INSPIRADA.
 
Historicamente, os teólogos protestantes destacaram sete atributos definidores das Escrituras, Cada um desses atributos visa proteger a verdade sobre a Bíblia.
 
a) A Bíblia é infalível. A Bíblia mais especificamente, seus manuscritos não contêm erros. Em Sl 19:7 A lei do Senhor é perfeita. É perfeita, porque Deus a inspirou e se ele é a autoridade última e se seu caráter é perfeito, então a Bíblia também é perfeita e é a autoridade última.
b) A Bíblia é inerrante. Pv 30:5-6 diz: Cada Palavra de Deus é comprovadamente pura…Nada acrescente às palavras dele, do contrário, ele o repreenderá e mostrará que você é mentiroso.
c) A Bíblia é completa. Nada precisa ser acrescentado à ela. Isso pode ser uma surpresa para algumas pessoas, pois há os que acreditam que hoje precisamos de uma revelação adicional. Existe uma teologia filosófica chamada neo-ortodoxia, que nos diz que a Bíblia era simplesmente um comentário sobre as experiências espirituais humanas de seu tempo e que hoje os seres humanos continuam tendo experiências espirituais. Ap 22:18b-19 Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro. A Bíblia é completa.
d) A Bíblia é autoritativa. Is 1:2 diz: Ouçam, ó céus! Escute, ó terra! Pois o Senhor falou. Quando Deus fala, todos ouvem e obedecem, porque cabe a ele a autoridade final. Podemos discutir suas implicações, suas aplicações e seus significados, mas jamais deveríamos discutir se ela é verdade ou não. Em Gl 3:10, nós lemos: Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas
escritas no livro da Lei. Isso é uma reivindicação tremenda de autoridade absoluta.
e) A Bíblia é suficiente. Ed René Kivitz, sugeriu que a Palavra de Deus deveria ser atualizada, pois tornou-se insuficiente. Para ele, a Palavra de Deus está desatualizada nessas questões sociais e comportamentais ou, no mínimo, mal traduzida, mal interpretada e, portanto, mal aplicada. Martinho Lutero disse: Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.
f) A Bíblia é eficaz. Is 55:11: Assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei. Quando a Palavra se manifesta, ela tem poder, ela vem com o poder do Espírito Santo, e temos a garantia de que ela fará o que diz.
g) A Bíblia é determinativa. A Bíblia é determinativa porque a forma como você responde à Palavra de Deus determina a essência de sua vida e o seu destino eterno. Em João 8:47, Jesus disse: Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não ouvem porque não pertencem a Deus. Em outras palavras, o que determina se alguém pertence ou não a Deus baseia-se em se ele ouve a Palavra de Deus ou não. Para o evangélico a Bíblia é a autoridade absoluta. Ela é absolutamente suficiente e eficaz.
● Um dos pontos da Reforma é o Sola Scriptura significa que as Escrituras são “autoridade primária para o corpo doutrinário", ou seja, qualquer ensino precisa ser oriundo dela e não de outras fontes, Isso não significa que os protestantes não possuam uma tradição teológica. Todavia, as Escrituras estão acima das tradições que os protestantes possuem.
● Nesses dias de modismos superficiais, com novas e velhas heresias rondando nossas igrejas, a mudança de prioridade na vida cristã tem causado problemas seríssimos entre os evangélicos brasileiros. O materialismo, a militância exacerbada, ideológica e política e as crendices sem fundamento são prova de que as igrejas estão distantes da essência do Evangelho de Cristo Jesus. É tempo de voltarmos à primazia das Escrituras, pois são elas, o fundamento da verdadeira espiritualidade sadia. Sem a Bíblia, não há crescimento espiritual, edificação de fé e santidade.

2. CREMOS NAS ESCRITURAS PORQUE ELA É A NORMATIVA PARA SER CIDADÃO DO CÉU.
 
● Volto a dizer que um dos pilares do Cristianismo é que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, inerrante, infalível e suficiente. Isso é cláusula pétrea. Não está aberto à discussão. Obviamente, isso não significa que ao longo dos séculos, essa verdade magna não tenha sido alvo de acirrados debates e acintosos ataques. Porém, a Bíblia tem sido a bigorna de Deus a quebrar todos os martelos dos críticos. Falsos eruditos e teologastros cheios de empáfia têm se levantado para atacar a Bíblia, questionando sua autoridade, pondo em dúvida sua inspiração ou negando sua infalibilidade e suficiência. Porém, por mais barulho que esses emissários da apostasia possam fazer, suas tresloucadas ideias caem no ralo do tempo, cobrem-se de poeira e a Bíblia impávida prossegue sua marcha vitoriosa. O Senhor Jesus foi enfático, dizendo que passará o céu e a terra, mas a Palavra não vai passar. A Escritura não pode falhar. Ela é eterna. Jamais fica obsoleta ou ultrapassada. Os tempos não a julgam, mas são julgados por ela. Os homens não têm autoridade para mudá-la nem a igreja pode adequá-la ao seu tempo para camuflar a verdade ou acoitar os pecadores não arrependidos.
● Em primeiro lugar, a Bíblia não carece de atualização. A Bíblia não é palavra de homem, mas a Palavra de Deus. Embora a revelação foi progressiva, hoje a Bíblia tem uma capa ulterior. Nada pode ser acrescentado a ela nem dela nada pode ser retirado. Sua mensagem não é apenas um corolário de preceitos morais para uma determinada cultura. Ela não se curva aos costumes de um povo nem às tendências de um tempo. Ela julga todas as culturas, normatiza todos os princípios e confronta todos os pecados. Ninguém escapa ao seu escrutínio. Sua mensagem é viva e atual. É poderosa e oportuna. É imperativa e inegociável.
● Em segundo lugar, a Bíblia não carece de chancela humana para ser suficiente. Enganam-se aqueles que dizem que a Bíblia não é suficiente. Laboram em erro aqueles que dizem que seus textos precisam ser ressignificados para falar às novas gerações. A Palavra de Deus não é um texto morto. A Escritura não pode ser interpretada de forma inclusiva para acolher pecadores impenitentes. A Palavra de Deus não pode aprovar os pecados de gênero ou quaisquer outros pecados que ela condena só para agradar os interesses daqueles que, por não se sujeitarem à verdade, querem permanecer nos seus pecados. A Bíblia é suficiente para tratar de doutrina e ética, de credo e conduta, de fé e prática. Ela é suficiente em si mesma. Ela é inspirada, inerrante, infalível e suficiente.
● Em terceiro lugar, a Bíblia não está sujeita à cultura, ela julga todas as culturas. A Bíblia não é um livro temporal. Não é nova nem velha. Ela é eterna. Ela jamais fica desatualizada. Sua mensagem não pode ser relativizada para atender as tendências antropológicas e sociológicas do momento. O mundo está em constante mudança. A sociedade corrompe-se a passos galopantes. A inversão de valores é notória em todos os setores da sociedade. O que era errado ontem é aplaudido hoje. Porém, a Bíblia não se curva à essa realidade. Ela continua sendo luz na escuridão. Ela continua sendo nossa única regra de fé e prática. Ela não é julgada pela cultura, mas julga a todas as culturas. Não é o papa nem a igreja que valida essa ou aquela doutrina ou comportamento. Não é o pastor nem qualquer concílio que pode reinterpretar a Bíblia para aprovar o que a Escritura condena. Não é a igreja que está acima da Escritura, mas é a Escritura que orienta a igreja.
O ruído contra a suficiência das Escrituras pode vir da literatura, da imprensa, dos parlamentos, das cortes, da mídia, dos púlpitos, mas a Palavra de Deus continuará imperturbável. Nem um i ou um til passará. Ela continuará sendo a bigorna de Deus que quebrará todos os martelos dos críticos.
 
ü A verdadeira religião é essencialmente prática. Religião não consiste meramente num sistema de áridas doutrinas, mas na fé prática, que santifica a vida e corrige a conduta no círculo familiar e na igreja.
ü Em Rom 12:9-21 encontramos algumas das evidências da aplicação prática da doutrina da justificação pela fé na vida do cristão e em seu relacionamento com os seus semelhantes:
O amor deve ser plenamente sincero. (verso 9).
Devemos aborrecer o mal e amar o bem (verso 9).
Devemos ser afetuosos uns com os outros em amor fraternal (verso 10).
Devemos dar-nos uns aos outros a prioridade da honra (verso 10).
Não devemos ser remissos no zelo (verso 11).
Devemos ser fervorosos de espírito (verso 11).
Devemos agir sempre como servos do Senhor (verso 11).
Devemos regozijar-nos na esperança cristã (verso 12).
Devemos enfrentar as tribulações com paciência (verso 12).
Devemos perseverar na oração (verso 12).
Devemos compartilhar com os outros que estão em necessidade (verso 13).
Devemos ser hospitaleiros (verso 13).
O cristão deve suportar a perseguição, orando por aqueles que o perseguem (verso 14).
Devemos simpatizar com os sentimentos de nossos semelhantes, alegrando-nos com os que
se alegram e chorando com os que choram (verso 15).
Devemos viver em harmonia (verso 16).
Devemos evitar todo esnobismo e orgulho (verso 16)
Devemos ser humildes (ver. 16).
Devemos fazer com que a nossa conduta tenha boa aparência (verso 17).
Devemos, se possível e quanto depender de nós, viver em paz com todos (verso 18).
Devemos afastar de nossa mente todo e qualquer pensamento de vingança (verso 19).
Devemos retribuir o mal que nos é feito com o bem (versos 20 e 21).
 
● Muitos cristãos desejam sinceramente mudar a sua conduta, porém parecem não possuírem forças suficientes para fazê-lo. Mas a Bíblia declara que em Jesus encontramos esse poder que tira de nós o desejo de pecar, colocando a nossa vontade em conformidade com a Sua vontade.
● Se o homem cristão examinasse as escrituras não precisaria subir a montanha e fazer e legendário para aprender sobre o seu papel sacerdotal como pai, esposo e servo de Deus. Se a mulher lesse as escrituras não necessitaríamos de aplicar o café com Deus para tratar sobre os dilemas e curas de alma, pois a Palavra é remédio da alma. Se os jovens e adolescentes vivessem as escrituras não faríamos gabinetes para tratar de comportamentos cristão, pois a Palavra de Deus é normas de conduta, se os crentes se agarrassem a Palavra não seria necessário sair pra um sítio de retiro para fazer encontro com Deus para tratar de libertação entre outra coisas. Se os casais meditassem nas Escrituras juntos e orassem não faríamos casados para sempre, antes teríamos o sempre casados, porque está escrito o que uniu Deus não separe o homem.
● Que a nossa conduta exterior exemplifique a atuação interior da graça salvadora de Cristo!
● Quando a Bíblia entranhar completamente na alma seremos guiados pelos princípios
eternos. Muitos nunca lerão a Bíblia, mas certamente lerão a tua vida. Quando Cristo habita no coração humano por meio do Espírito Santo a vida refletirá os ensinamentos de Cristo. Assim, quando a Palavra de Cristo permanece no coração viveremos com sabedoria divina, não com sabedoria humana. A pessoa que aceita a Cristo não tem justificativas para viver uma vida desregrada, indisciplinada e libertina. A pessoa que diz ter aceitado a Cristo e não vive o grande alvo da conduta cristã desconhece o verdadeiro poder transformador do evangelho.
 
3. CREMOS NAS ESCRITURAS PORQUE ELA TESTIFICA DE CRISTO.
 
● Quero caminhar para o término pensando em três absolutos quanto a Cristo.
a) Primeiro, Jesus é o centro da história. O calvário dividiu a história em a.C. e d.C.
b) Em segundo lugar, Jesus é o coração da missão. Por que motivo alguns cristãos atravessam terras e mares, continentes e culturas como missioná­rios? O que os impele? Não saem para propagar uma civilização, institui­ção ou ideologia, mas uma pessoa, Jesus Cristo. Não temos outra mensagem senão que Jesus Cristo salva.
c) Em terceiro lugar, Jesus é o eixo das Escrituras. A Bíblia não é uma coletânea aleatória de documentos religiosos. Como Jesus mesmo disse, Jo 5:39 as Escrituras testificam de mim. Jerônimo um dos pais da igreja nos séculos IV e V, escreveu que “a ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”. Lutero, de maneira semelhante, em seus Sermões em Romanos, deixou claro que Cristo é a chave das Escrituras. Sobre Rm 1:5 escreveu: “Aqui es­cancaram-se as portas para o entendimento das Sagradas Escrituras, ou seja, que tudo precisa ser compreendido em relação a Cristo”. E, adiante, escreveu: “a Escritura inteira, em cada parte dela, só trata de Cristo”.
● Cristo é o Grande Tema da Bíblia. As Escrituras testificam de Cristo - Jo 5:39 Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam; Lc 24:44 E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.
● A teologia bíblica nos ajuda a compreender a conexão que há entre os 66 livros da Bíblia como um livro só. Nick Roark resume o enredo bíblico da seguinte maneira: “Deus, o Pai, enviou seu Filho, por meio do Espírito, a conquistar um povo para a sua própria glória”. Essa grande história se desenvolve ao longo do Antigo e do Novo Testamento.
● O puritano William Ames, acerta ao constatar que eles podem ser resumidos a estas duas coisas: “o Antigo promete o Cristo que viria e o Novo testifica que ele veio”.
● Sendo assim, quando perdemos de vista esse grande enredo, podemos ficar presos em assuntos secundários e não entender como cada parte se conecta com o todo da grande narrativa bíblica.

● CRISTO É O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA.
Gn – Semente da mulher
Êx - Cordeiro da Páscoa
Lv – O Sacrifício expiatório
Nm – Ele é a Rocha Ferida
Dt – Ele é profeta maior que Moisés
Js – Comandante da nossa Salvação
Jz – Ele é Libertador
Rt – Nosso Remidor
1º e 2º Sm – Ele é Rei esperado
1º e 2º Rs – O descendente de Davi
1º e 2º Cr – Monarca Eterno
Ed – Escriba Fiel
Ne – Construtor Divino
Et – Escape da morte
Jó – O Redentor que Vive
Sl – Bom Pastor
Pv – Sabedoria eterna
Ec – Grande Senhor da Glória
Ct – O amado da Igreja
Is – O Príncipe da paz
Jr – O Ramo Eterno
Lm – O Consolador de Israel
Ez – O Deus das quatro faces
Dn – O quarto homem na fornalha ardente
Os – Marido fiel
Jl – O batizador no Espírito Santo
Am – O que carrega o nosso fardo
Ob – Poderoso para Salvar
Jn – O grande missionário
Mq – Senhor poderoso para salvar
Na – Vingador do povo de Deus
Hc – Sarça Ardente
Sf – Poderoso para transformar o pecador
Ag – Restaurador do povo de Deus
Zc – Fonte Eterna
Ml – O Sol da justiça
Mt – Messias, o Rei
Mc – O operador de milagres
Lc – O Filho do Homem
Jo - O Filho de Deus
At – O Doador do Espírito Santo
Rm – Nosso Justificador
1a e 2a Co – Os Dons do Espírito
Gl – Redentor da maldição da Lei
Ef – Cristo de riquezas divina
Fp – Nosso Supridor
Cl – Plenitude do Pai
1a e 2a Ts – Rei vindouro
1a e 2a Tm – Mediador Deus para com o homem
Tt – Senhor zeloso e de boas obras
Fm – Amigo mais chegado que irmão
Hb – Sangue da aliança
Tg – Médico Divino
1a e 2a Pe – Supremo Pastor
1a 2a e 3a Jo – Amor Eterno
Jd – Senhor voltando com anjos
Ap – Rei dos Reis e Senhor dos Senhores
 
CONCLUSÃO:
Quero terminar dizendo que somos uma igreja contemporânea sem deixar de ser Bíblica. Isso
porque cremos que: A experiência cristã sem as Escrituras perde o significado.
As Escrituras devem anteceder as experiências.
Somente nas Escrituras descobrimos de fato, quem é Jesus.

Pr. Nilton Jorge Whatsapp (22) 998746712
AD Comunhão Linhares ES
 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

TEMA: A REVITALIZAÇÃO DA IGREJA (Série 1)

DIVISA: A REVITALIZAÇÃO DA IGREJA É UMA VOLTA A SAÚDE

TEXTO: Ap 2:1-7

INTRODUÇÃO:

· Os tempos tenebrosos da perseguição haviam chegado. O império romano estava vivendo tempos de grande tensão desde que Nero subiu ao poder em 54 d.C. Em 64 d.C., o imperador Nero colocou fogo em Roma, a capital do império, e vestido de ator, subiu ao alto da torre de Mecenas, de onde assistiu ao terrível espetáculo das chamas lambendo a cidade dos Césares. Foram seis dias e sete noites de devastador incêndio. Nero queria uma cidade mais moderna. Por isso, destruiu a capital para reconstruí-la a partir das cinzas. Dos quatorzes bairros de Roma, dez foram devastados pelas chamas.

· Os quatro bairros restantes eram densamente povoados por cristãos e judeus. Isso deu a Nero um álibi para colocar a culpa do incêndio criminoso nos cristãos. A partir daí, uma brutal perseguição contra os cristãos foi desencadeada. Muito sangue foi derramado. Os crentes eram enrolados em peles de animais e jogados nas arenas para os cães morderem, os touros pisarem e os leões esfaimados da Líbia devorarem. Os crentes eram amarrados e queimados em praça pública para iluminarem as noites de Roma. Os crentes eram mortos a pauladas, afogados e torturados com crueldade. A insanidade do imperador foi tanta que naquela época faltou madeira para fazer cruz, tamanha era a quantidade de crentes crucificados na cidade imperial.

· Em 66 d.C., estourou uma revolução na Palestina em virtude de problemas religiosos entre judeus e gregos. O imperador enviou para lá o general Tito Vespasiano para estancar a revolução. Por volta do ano 67 d.C., Paulo é condenado à morte em Roma e degolado. Segundo a tradição Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Todos os demais apóstolos foram igualmente martirizados em outros recantos do império. No ano 68 d.C., o senado romano pressiona Nero; ele foge de Roma e ceifa sua própria vida. No ano 70 d.C., Tito destrói Jerusalém e dispersa judeus e cristãos pelo mundo. Em 86 d.C., Domiciano assume o governo de Roma. Foi chamado de “o segundo Nero”. Foi o primeiro imperador a arrogar para si o título de “Senhor e Deus”. Foi este perseguidor implacável que deportou o apóstolo João, único sobrevivente do colégio apostólico, então pastor em Éfeso, para a ilha de Patmos.

· O propósito de Domiciano era calar a voz do último apóstolo de Cristo. Encerrando-o naquela inóspita e vulcânica ilha, fechou todas as portas da terra. Nesse momento, porém, Deus abriu-lhe uma porta no céu. Quando a história parecia caminhar para um desatino inexplicável, Deus abriu as cortinas do futuro e revelou não as coisas que poderiam acontecer, mas as coisas que vão acontecer.

· Por mais sombria que seja a realidade presente, a história não caminha rumo ao desastre, mas para uma consumação final e gloriosa. O mal não triunfará sobre o bem. A mentira não prevalecerá sobre a verdade. A vitória será de Cristo e de sua igreja.

· Mesmo naquele sombrio tempo de perseguição, Deus estava no trono e o Cordeiro tinha o livro da História em suas mãos. Era um dia de domingo, quando o Cristo glorificado apresentou-se a João na ilha de Patmos. João ouviu atrás de si uma voz de trombeta, dizendo: “Escreve em um livro o que vês e envia-os às setes igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia”.

· Para cinco das sete igrejas (Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia) Jesus usou a mesma expressão: “Conheço tuas obras”.

· Éfeso era a principal cidade da Ásia, com um porto comercial ativo. Também era um centro religioso importante. O impacto do Evangelho ali fez com que os novos convertidos queimassem seus livros de artes mágicas.

ð A Igreja de Éfeso era a mais importante da província da Ásia.

· Fundada por Priscila e Áqüila. Tornou-se um centro de formação de liderança. A Escola de Tirano, onde Paulo ensinou por dois anos foi um grande seminário de onde saíram os pastores fundadores de várias igrejas no interior da Ásia (Epafras para Colossos), quem sabe Antipas, morto em Pérgamo não tenha sido formado em Éfeso com Paulo? É possível que Papias, bispo de Hierápolis, possa ter sido um desses também. Provavelmente as sete Igrejas tenham sua base de fundação no ministério missionário de Éfeso.

· Um centro de defesa da doutrina. Foram oponentes firmes aos Nicolaítas (v.6,15).

· Pastoreada, no decorrer dos anos, por Paulo, Timóteo, o próprio João e Onésimo.

· Uma das 5 Igrejas mais importantes da Igreja Primitiva até o quinto século (Jerusalém, Antioquia, Éfeso, Roma e Constantinopla).

ð À época em que João escreve o Apocalipse, esta Igreja já conta com 40 anos de fundação. Portanto já era uma Igreja bastante amadurecida e experiente. Ao olharmos para o texto e seu pano de fundo, uma pergunta nos incomoda: Como uma Igreja tão bem assistida, tão madura e experiente, havia se tornado tão mecânica e fria a ponto de entristecer o seu Senhor?

ð O veredicto lançado por Deus é que ela abandonou o seu primeiro amor (o verbo abandonar aqui no grego é uma postura definitiva), iniciando um processo de afastamento contínuo. Eles amavam a Jesus sim, porém, não mais como nos primeiros anos de sua fé. Eles amavam com um amor secularizado e estavam se afastando cada vez mais de seu relacionamento com Jesus.

ð Ao avaliarmos a experiência de Éfeso e de muitas igrejas que chegam à maturidade perdendo o seu vigor inicial, concluímos que são igrejas que precisam de reavivamento ou revitalização!

TRANSIÇÃO: Qual a proposta bíblica para a revitalização da Igreja? 

ð O que devemos entender por revitalização de igreja? Rigorosamente falando, o termo revitalização não aparece na Escritura, mas sim a ideia. Ela é genuinamente bíblica. Palavras como “restaurar”, “despertar” e “revigorar” são fartamente utilizadas. Os termos podem variar, mas a ideia é sempre a mesma. A revitalização é um processo que visa renovar, reabilitar e dar uma nova vida a algo que esteja desgastado, ultrapassado ou em declínio. “dar vida novamente”.

· A igreja é um organismo vivo. Ela cresce naturalmente. Se não cresce é porque está doente e, se está doente, precisa ser revitalizada. Uma igreja pode adoecer e até morrer. Há muitas igrejas mortas hoje. Não estou, com isso, dizendo que um indivíduo salvo perde a salvação. Estou dizendo que uma comunidade que abandona a sã doutrina e claudica no testemunho torna-se como sal sem sabor, que para nada mais presta. A Europa, que foi berço da obra missionária e também celeiro de tantos teólogos de referência, é considerada hoje um continente pós-cristão. Menos de 4% da população frequenta uma igreja evangélica. Nos Estados Unidos da América e no Canadá temos visto muitas denominações sucumbirem ao liberalismo teológico e ao secularismo. Milhares de igrejas são fechadas todos os anos.

· No Brasil, temos visto uma explosão do crescimento numérico de evangélicos, mas isso não representa o crescimento saudável da igreja. Na verdade, não é o genuíno evangelho que está crescendo de forma tão colossal no Brasil, mas um evangelho híbrido, sincrético, outro evangelho. O liberalismo tira da Escritura o que ela contém e o sincretismo acrescenta a ela o que nela não pode ser inserido. Como podemos diagnosticar que uma igreja precisa de revitalização porque perdeu sua paixão por Cristo?

a) Em primeiro lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando ela perde sua integridade doutrinária. Mesmo o Brasil sendo hoje o maior produtor de Bíblias do mundo, temos uma igreja analfabeta da Bíblia. Muitos púlpitos sonegam ao povo o pão nutritivo da verdade. Muitos pregadores oferecem ao povo a palha seca de suas idéias em vez de oferecer ao rebanho de Deus o rico cardápio das Escrituras. Pregam para entreter o povo e não para levá-lo ao arrependimento. Pregam sobre prosperidade na terra e não sobre as riquezas do céu. Pregam sobre os direitos do homem e não sobre a graça imerecida de Deus. Os pregadores precisam voltar a pregar sobre arrependimento, novo nascimento, justificação pela fé, regeneração, santificação, vida eterna, juízo vindouro. A única possibilidade de cura para uma igreja doente é dar a ela uma dieta balanceada da mesa farta de Deus.

b) Em segundo lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando suas reuniões de oração estão agonizando. Uma igreja forte caminha de joelhos. Uma igreja viva anseia por Deus mais do que pelas bênçãos de Deus. Intimidade com Deus é mais importante do que trabalho para Deus. Nunca houve avivamento espiritual sem despertamento para oração. Quando a igreja ora, Deus trabalha por ela, nela e através dela. O poder não vem como resultado dos nossos métodos, mas como resposta à oração.

c) Em terceiro lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando a comunhão dos crentes torna-se um fim e não um meio. A igreja não vive para si mesma. Não abastece a si mesma para gastar toda a sua energia consigo. A igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. A igreja é um corpo missionário ou um campo missionário. Comunhão sem missão é falta de visão dos campos que estão brancos para a ceifa.

d) Em quarto lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando o secularismo invade suas portas. Alguém disse com razão: “Eu fui procurar a igreja e a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja”. Em vez de ser luz no mundo, a igreja tem-se conformado ao mundo, sendo amiga do mundo, amando o mundo e sendo julgada com o mundo. Uma igreja que parece sal insípido precisa ser revitalizada. Uma igreja mundana precisa de um sopro de alento do alto.

e) Em quinto lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando os crentes buscam as bênçãos de Deus em vez do Deus das bênçãos. Nossa geração mudou o eixo do evangelho. A pregação contemporânea e as músicas evangélicas não falam mais da soberania de Deus na salvação, mas nos direitos do homem. Não é mais o homem que está a serviço de Deus, mas Deus é quem está a serviço do homem.

f) Em sexto lugar, uma igreja precisa ser revitalizada quando ela deixa de plantar novas igrejas. Temos visto igrejas morrendo por comer demais sem gastar essa energia na obra. Igrejas que não saem do lugar. Igrejas que nunca geraram filhas espirituais. Igrejas que investem todos os seus recursos em si mesmas, no seu deleite, no seu conforto, mas jamais iniciaram um ponto de pregação, jamais começaram uma congregação, jamais plantaram uma nova igreja. Multiplicamo-nos ou morremos. 

1. PRA UMA REVITALIZAÇÃO DA IGREJA, PRECISAMOS RECONHECER A REALIDADE DA PRESENÇA E DA MANIFESTAÇÃO DE CRISTO EM SUAS IGREJAS (v.1).

· Cristo tem as suas Igrejas na mão direita. Ele pagou o preço de seu sangue por ela. Ele fez isso por amor, e sempre a amará e dela cuidará. O sustento de Cristo é a nossa segurança. Ninguém pode arrebatar-nos de suas mãos. Jo 10:28 E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. 

· Cristo anda no meio dos candeeiros. Os candeeiros são as Igrejas, logo, o que Cristo diz para Éfeso, vale para todas as demais. O que vale para as igrejas de Linhares vale também para qualquer igreja desse país!

· Esse andar de Jesus Cristo entre os candeeiros reflete pelo menos duas verdades:

a) Conforto: Ele está conosco, bem perto de nós, como prometeu. Ele é real, está mesmo aqui, mesmo sendo invisível aos olhos. Ele se manifesta e se expressa às suas Igrejas. Não está inerte ou calado.

b) Advertência: Sua presença é protetora e também vigilante. Não se pode brincar com as Igrejas. Não se pode brincar de ser membro da Igreja, menos ainda de ser liderança.

· Ele quer melhorar a chama das Igrejas. Com o tempo, os pavios dos candeeiros se consomem e diminui a sua chama. A sujeira do desgaste se acumula e é preciso limpar o pavio. Quando a chama começa a esmorecer, Cristo se aproxima para reacendê-la. A percepção da presença de Cristo fortalece a fé e revigora a chama e o trabalho.

2. PRA UMA REVITALIZAÇÃO DA IGREJA NÃO PERMITA QUE AS DIFICULDADES DO TRABALHO CRISTÃO ESFRIEM O NOSSO AMOR, TRANSFORMANDO-O EM MERO FORMALISMO v.2-4.

· Cristo elogiou a sua Igreja.

a) Conheço as tuas obras. Éfeso era uma Igreja trabalhadora. Havia um ministério ativo e com resultados a apresentar.

b) O teu labor. (Kopon) fala do cansaço do trabalho. Uma Igreja que trabalhava mesmo cansada!

c) A tua perseverança. Labor e perseverança estão relacionados como aquilo que qualificava as obras da igreja de Éfeso. Eles eram firmes. Suportaram durante anos provas de muita pressão e oposição ao Evangelho e não esmoreceram. O texto deixa claro que lutavam arduamente contra o ensino errado e essa luta era a fonte de suas provas e também da sua perseverança (v.3,6).

d) Não podes suportar homens maus. Eles se preocupavam seriamente com a conduta e o testemunho da Igreja. Tiago 3:8 usa a mesma palavra aplicada mal, ao mal uso da língua (mal incontido). Ali não havia lugar para as fofocas e mexericos.

e) Puseste à prova os que a si mesmo se declaram apóstolos ... e os achaste mentirosos. Eles zelavam pela doutrina correta. No v.6, Jesus aprova seu ódio pelos nicolaítas, que também eram problemas em Pérgamo. Tratava-se de uma doutrina que envolvia padrões morais mais liberais. A Igreja de Éfeso os derrotou. Pérgamo não teve o mesmo sucesso e foi repreendida. Todas essas lutas de Éfeso fizeram esfriar o seu amor. A Igreja se cansava em todas as suas lutas e isso fazia com seu culto e fé cristã se tornasse mais frio e seco, mecânico e formal.

· O que Cristo reclama de sua Igreja? A única reclamação de Jesus não tem nada a ver com a doutrina, o zelo, as programações e as lutas de sua Igreja. Ela tem a ver com a sua motivação. A Igreja abandonou o seu primeiro amor. Quando se perde o primeiro amor, logo se perderá também o segundo, depois, o terceiro e até que ele não apareça mais. Deus não reclama das atividades da Igreja, Deus reclama da motivação, pois quando o amor esfria, fazemos por fazer ou fazemos mecanicamente. Achamos que o que fizemos já o suficiente.

· O que significa perder o primeiro amor? Significa perder a alegria de ser crente!

· Cinco Testes Para Saber Se Perdemos o Primeiro Amor:

1º. Quando a obra do Senhor se tornou enfadonha.

2º. Quando a Oração deixa de ser fervorosa.

3º. Quando a Palavra de Deus deixa de ter autoridade final em nossas decisões.

4º. Quando não queremos compartilhar o Evangelho com os outros.

5º. Quando seguimos a Jesus Cristo de longe.

As Igrejas vão deixando seu amor esfriar dia a dia, pouco a pouco e nem se percebem disso.

3. PRA UMA REVITALIZAÇÃO DA IGREJA SIGA AS PLACAS DO CAMINHO DE VOLTA v. 5,6. 

· Eu vim a Cristo no dia 26 de Novembro de 1986, Já são mais 38 anos servindo a Cristo e à igreja tenho observado desde que vim a Cristo que os nomes mudaram, mas a busca por um despertamento continua.

ð Em 1980 a mensagem era os dons darão vigor à igreja.

ð Em 1990 a mensagem foi um reavivamento trará nova vida às igrejas.

ð Em 2000 a pregação era a renovação de estruturas dará um novo vigor à igreja G-12.

ð Em 2010 começamos a ouvir que a revitalização renovará e remodelará as igrejas.

· O que aprendi nesses 38 para 39 anos de vida cristã, é que nosso maior inimigo e que nos desequilibra é o pragmatismo metodológico querendo sempre ditar as normas e colocar nas nossas mãos o que depende da graça soberana de Deus. Isso não é uma apologia da inércia e da acomodação, mas é a afirmação da proeminência da graça sobre o nosso jeito de projetar e conduzir a missão!

· Todavia, Jesus nos ensina três princípios bíblicos claros para um despertamento:

a) Lembrar-se de onde caiu. Quando vim para Linhares um pastor de minha ex igreja aconselhou-me: sempre que assumir a liderança de uma igreja é útil que conheça a sua história para que duas coisas sejam feitas:

1. O vínculo da igreja com o passado não seja quebrado.

2. A igreja seja lembrada de seus erros e acertos para aprender com eles.

b) Arrepender-se. Não adianta lembrar se não houver arrependimento. Arrependimento é tristeza pelo pecado cometido e reconhecido, também é a decisão firme de abandonar o pecado e viver pela fé para Deus.

· O arrependimento precisa ser pessoal (de cada um) e também coletivo (de todos como corpo de Cristo). João escreve ao anjo da igreja. Todos nós carregamos a igreja conosco, pois uma vez que somos corpo nos beneficiamos da santidade e da pecaminosidade uns dos outros (ex: José e Acã).

c) Voltar a praticar as primeiras obras. Quais obras são essas?

1. O testemunho do evangelho da graça na vida e na pregação da igreja. O evangelho precisa ser a nossa prioridade, nosso parâmetro e o clímax único da vida de uma igreja.

· Anunciar a Cristo e o evangelho é anunciar sua salvação completa.

ð Porque somos salvos da persuasão do pecado, isto é vocação eficaz; 

ð Porque somos salvos do poder do pecado, isto é regeneração; 

ð Porque somos salvos da penalidade do pecado, isto é justificação; 

ð Porque somos salvos da posição do pecado, isto é adoção; 

ð Porque somos salvos da prática do pecado, isto é santificação;

ð Porque somos salvos da presença do pecado, isto é glorificação.

2. A oração perseverante. A oração tem de ter prioridade. A oração deve focalizar nossa dependência e confiança em Deus. A oração deve priorizar o louvor antes que a petição. A oração deve ser feita partindo das escrituras a fim de transformar nossa experiência e não o contrário.

3. O ministério fiel da palavra. Qualquer método de pregação para ser bíblico precisa anunciar todo desígnio de Deus.

· A exposição sistemática das escrituras precisa ocupar o lugar de honra no calendário eclesiástico. É preciso respeitar a relação bíblica entre Deus, a Palavra e o pregador.

· Igrejas murcham e morrem porque perdem de vista a obra para a qual foram chamadas a participar, esquecendo que Deus não deixará faltar o necessário para fazê-lo, esquecendo que ele requererá de nossas mãos os talentos que nos deu!

CONCLUSÃO:

· O primeiro amor pode ser recuperado, se o nosso orgulho tolo de nunca aceitar que erramos, e que não nos deixa voltar, for quebrado pelo arrependimento. Muitas vezes, nós até olhamos para trás, mas tornamos a engolir seco nossas amarguras e mágoas e o pecado permanece intocado e entocado! Assim, o amor esfriará mais e mais!

· O que foi que te afastou de Deus e esfriou o seu amor por Deus e pela Igreja. Que fez com que perdesse o ânimo de trabalhar para Jesus?

ð Foi um pecado.

ð Um casamento destruído pelo divórcio.

ð Uma decepção com a liderança ou consigo mesmo.

ð Uma cobiça não controlada por status ou reconhecimento.

ð Um namoro promíscuo que redundou num casamento desequilibrado.

ð A inveja do novo convertido.

Responda isso para Deus, onde foi que você caiu!

· Volta a ser como era antes, nos dias da sua conversão a Cristo. Tome uma decisão que vai modificar sua vida e reaquecer sua fé e seu amor por Deus, fazendo brilhar nitidamente a sua luz! As primeiras obras são obras expontâneas, voluntárias; aquelas que você faz por amor.

· v.6 e 7 Se não nos arrependermos, Deus removerá o candeeiro. A Igreja fechará as portas.


Pr. Nilton Jorge - Linhares E.S